Por Mariana Menhô
Neste sábado (1/8), no Altiplano Leste, o coletivo Corre Cerrado realiza uma corrida solidária, no intuito de espalhar a conscientização sobre a prevenção de incêndios florestais em Brasília.
A programação gratuita terá início às 7 horas, em frente ao mercado do Nonato, com uma palestra educativa ministrada por Arnaldo Frazão, professor de educação física e brigadista florestal voluntário, que falará sobre as causas mais frequentes de incêndios em busca de desnaturalizar a ideia de que o fogo durante a seca é um fenômeno exclusivamente natural.
Segundo Frazão, a prevenção é a estratégia mais eficaz para diminuir a gravidade das ocorrências, “A palestra apresentará os impactos ambientais, sociais e econômicos provocados pelo fogo, como a perda da biodiversidade e os efeitos sobre a qualidade de vida da população”, afirmou o brigadista. Ele também falará sobre a relação entre a emergência climática e o impacto da piora da qualidade do ar na atividade física.
Às 8 horas, ocorrerá a largada dos percursos de 6, 15 e 25 quilômetros. O objetivo do evento é arrecadar doações e recursos para o Instituto Cafuringa (iCaf), entidade que apoia brigadas florestais voluntárias e ações de proteção do bioma. Essa iniciativa acontece em um momento crítico para o cerrado, quando se intensifica o período de seca severa que aumenta o risco de incêndios.
Criado em 2025, pelo ultramaratonista e servidor público Banvasten Araújo, de 33 anos, o coletivo Corre Cerrado reúne corredores que utilizam o esporte como ferramenta de educação ambiental e mobilização civil. O projeto busca unir a prática da corrida com a conservação, tendo já realizado ações no intuito de alertar sobre o desmatamento no Distrito Federal. “O Corre Cerrado ainda é um projeto incipiente, mas que já conseguiu avançar significativamente com o propósito de conciliar corrida e preservação”, afirma Banvasten.
A escolha do Mercado do Nonato como ponto de encontro se deu pois, o local é um conhecido ponto de encontro dos corredores de trilha que treinam na Fazenda Taboquinha. “A fazenda funciona como um corredor ecológico para a fauna local circular entre fragmentos de cerrado, o que reforça a necessidade de proteção”, explica Araújo.
Embora o fogo faça parte da dinâmica do bioma em situações específicas, os organizadores acendem o alerta que a maioria das ocorrências é provocada pela ação humana. Esse cenário resulta na perda da biodiversidade local, destruição de nascentes e prejuízos à fauna local.
As doações não são obrigatórias, mas o coletivo garante que o valor arrecadado será 100% repassado ao Instituto Cafuringa para o fortalecimento das ações de proteção. Os interessados podem obter mais informações no perfil oficial do coletivo no instagram (@corre_cerrado).