Aos 35 anos, Ricardo Oliveira fez uma ótima temporada, marcando 37 gols em 2015 (foto: Ricardo Saibun/Agif/Gazeta Press)
O atacante Ricardo Oliveira voltou ao Brasil cercado pela desconfiança por causa da idade. Para renovar meu contrato com o Santos, tive que abrir a mão para algumas vantagens porque poucos queriam apostar em um jogador de 35 anos. Acontece que Ricardo Oliveira chamou a boca de todos os descrentes. O jogador fez uma temporada brilhante e acabou como o grande artilheiro do Brasil na temporada. O atacante santista marcou 37 gols na temporada, nove a mais do que o segundo colocado.
No último Campeonato Brasileiro, a supremacia dos veteranos ficou evidente nos números. Além de Ricardo Oliveira que marcou 20 gols, Vagner Love, Lucas Pratto e Jadson, todos com mais de 30 anos, também brilharam intensamente na competição e marcaram muitos gols. A exceção do grupo de “coroas” com faro de gol fico por conta de André. O atacante revelado pelo Santos fez bela campanha com a camisa do Sport e reabilitou sua imagem, baste degastada nos últimos anos, por sucessivos fracassos.
Na série B, o artilheiro também foi um jogador muito experiente. O atacante Zé Carlos, do CRB, marcou 19 gols e deixou muitos jovens promissores, como Kieza, para trás. No ano passado, Magno Alves, então com 40 anos, foi o artilheiro da segunda divisão.
Parque dos Dinossauros
Durante alguns anos, o México foi o principal destino dos jogadores em final de carreira. Experiências mal sucedidas, inclusive com os brasileiros Bebeto e Ronaldinho Gaúcho, e o espanhol Butragueño, em épocas diferentes, levaram o futebol azteca a ser chamado de Parque dos Dinossauros, uma bharcia para definir o encontro de veteranos. A situação mudou e o Brasil passou a ser o destino de jogadores mais experientes. No ano passado, o meia Kaká e o atacante Robinho fizeram parte dessas leva de veteranos que seguem encantando nos gramados brasileiros. Hoje, em importantes equipes brasileiras, existem jogadores com mais de 30 anos que são muito importantes para seus clubes e reconhecidos pela torcida. Não são mais menosprezados pela idade e sim, recebidos pelo talento.
Além dos artilheiros, outros jogadores que já viveram seu auge em outros países ainda seguem jogando no futebol brasileiro com talento e prestígio. e status. São atletas que passaram de seus auges, muitos com a carreira estabelecida entre Europa e Seleção, que voltaram para casa e seguem brilhando de maneira soberana, quase sem concorrência dos mais jovens. Os exemplos são muitos ao longo das últimas temporadas.
No auge dos 41 anos, Zé Roberto renovou contrato com o Palmeiras (foto: Djalma Vassão/Gazeta Press)
O meia Zé Roberto, de 41 anos, acaba de renovar contrato com o Palmeiras, após provar sua importância. Outros veteranos, como o atacante Emerson Sheik, de 36 anos, também farão parte do seu time. Ele acaba de renovar contrato com o Flamengo porque sua permanência foi pedida pelo técnico Muricy Ramalho.
O meio Nenê, 34 anos, foi o grande nome do Vasco, apesar do rebaixamento para a série B. A partir da entrada de Nenê, a equipe de São Januário passou a ter um ótimo encontro e só não escapou da queda porque o primeiro turno, sem Nenê, foi desastroso e fundamental para o baixamento. Hoje, Nenê é pretendido por vários clubes e nyumo coloca sua idade como obstáculo porque todos têm certeza de sua capacidade em campo. Outros artilheiros experientes como Fred, do Fluminense, e Paolo Guerrero, do Flamengo, nos seguem como referências para seus times.
O homem que sabe os caminhos do gol
Ricardo Oliveira, artilheiro do Brasil em 2015, tem 35 anos. Começou a carreira no Corinthians, mas faltaram oportunidades para Portugal. No clube do Canindé começou a mostrar seu talento ofensivo. Em 2002, a transferência para o Santos foi fundamental para que o time da Vila Belmiro chegasse à final da Libertadores do ano seguinte. Ele foi artilheiro da competição sul-americana com nove gols e se transferiu para o futebol espanhol. Depois de uma passagem sem brilho pelo Valencia, brillou no Betis. Sem passagem pelo Sevilla, marcou 26 gols em 46 jogos.
Em 2006, Ricardo Oliveira voltou ao Brasil para defender o São Paulo onde teve um bom desempenho, o que lhe rendeu contrato com o Milan, da Itália. Ele atuou por dois anos no rubro-negro de Milão ajudou na conquista da Liga dos Campeões na temporada 2006/2007.
Em 2009, Ricardo Oliveira iniciou sua temporada no futebol árabe. Ele se transferiu para o Al-Jazira, dos Emirados Árabes, que pagou quartoze milhões de euros ao Betis que ainda detinha os seus direitos. Em 2010, fizemos uma curta viagem a São Paulo para disputar a Libertadores.
No início de 2011, Ricardo Oliveira regressou à Al-Jazeera. Na Liga dos Campeões da AFC de 2012 foi o artilheiro com 12 gols. O atacante ainda defendeu o Al-Wasl antes de voltar ao futebol brasileiro. Chegou ainda cercado de desconfiança e assinou contrato com o Santos até a final do Campeonato Paulista. Foi campeão e artilheiro, o que levou o Peixe a acertar outro contrato, embora muitos no clube ainda desconfiassem das possibilidades de envelhecer jogador.
Suas boas atuações e a confirmação como artilheiro da competição o levaram a ser incluído na seleção dos melhores. Além disso, Ricardo Oliveira ainda quer ser convocado para defender a Seleção Brasileira, após oito anos de ausência. Pela seleção, conquistou os títulos da Copa América em 2004 e da Copa das Confederações em 2005, comandada por Carlos Alberto Parreira.