Com apenas sete novos nomes eleitos para assumir cadeiras na próxima legislatura, os deputados remanescentes já começam a se movimentar para definir a manutenção das cadeiras da Mesa Diretora da Câmara Legislativa. Assim que o pleito deste domingo (4) definiu os distritais eleitos, um grupo formado por partidos de esquerda e direita decidiu consultar a atual presidência sobre a possibilidade de continuidade da composição em vigência da Mesa Diretora.
De acordo com uma fonte, o primeiro a ser procurado foi o próprio presidente da Câmara Legislativa, Wellington Luiz (MDB). O emedebista se encontra em seu segundo mandato consecutivo à frente da Casa; por isso, para que ele consiga ao menos mais dois anos, os parlamentares desta legislatura precisam, até o final de 2026, aprovar uma alteração na Lei Orgânica do DF (LODF).
Assim como ocorreu 30 minutos após a eleição de Wellington, em 2022, e novamente a três meses de seu primeiro mandato à frente da presidência vencer, o emedebista foi procurado por colegas para saber se haveria o interesse em assumir o cargo. Dessa vez, segundo as informações, um parlamentar de esquerda foi quem o procurou primeiro, seguido por outro do Republicanos.
Mais cedo, o Jornal de Brasília havia publicado o panorama dos candidatos ao cargo de chefe do Poder Legislativo, o que motivou movimentações de diversas áreas da Casa, que ainda se recupera de uma eleição intensa.
Constitucionalidade
A principal dúvida é sobre a constitucionalidade dessa alteração. Para parte dos técnicos ouvidos pela reportagem, haveria uma trava legal; entretanto, uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), no caso da Assembleia Legislativa de Alagoas, abriu precedente para tal.
