O emprego doméstico na Área Metropolitana de Brasília (AMB) registrou avanços no rendimento médio das mulheres trabalhadoras em 2024. Segundo levantamento do Instituto de Pesquisa e Estatística do Distrito Federal (Ipedf) e do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), o rendimento médio real mensal atingiu R$ 1.587, o que representa um aumento de 3,1% em relação ao ano anterior.
No Distrito Federal, o rendimento médio foi de R$ 1.629, enquanto na Periferia Metropolitana de Brasília (PMB) alcançou R$ 1.539. Além do crescimento mensal, o estudo aponta um incremento de 6,2% no rendimento médio por hora trabalhada na AMB, passando de R$ 10,58 para R$ 11,24. No Distrito Federal, o valor por hora foi de R$ 11,53, e na PMB, houve alta de 9,4%, de R$ 9,96 para R$ 10,90.
A jornada média semanal das trabalhadoras foi de 33 horas, ligeiramente inferior às 34 horas de 2023, com o mesmo índice tanto no DF quanto na PMB.
Em relação à inserção ocupacional, 56,3% das trabalhadoras atuavam como mensalistas em 2024, sendo 39,5% com carteira assinada e 16,8% sem formalização. Já 43,7% trabalhavam como diaristas. No Distrito Federal, 55,9% eram assalariadas e 44,1% diaristas, enquanto na PMB o assalariamento chegou a 56,8%, com 43,2% de diaristas.
O perfil das trabalhadoras domésticas mostra que 49,6% delas eram responsáveis pelo domicílio. A maioria é formada por mulheres adultas: 91,6% com 30 anos ou mais, com 51,3% na faixa de 30 a 49 anos e 40,3% com 50 anos ou mais.
Analisando a trajetória de 2010 a 2024, houve uma redução de 27,3% no número de trabalhadoras domésticas no Distrito Federal, enquanto o total de mulheres ocupadas cresceu 12,6%. No entanto, o rendimento médio real das empregadas domésticas aumentou 27% em comparação a 2010.