A deputada federal Erika Hilton (PSol-SP) afirmou nesta quarta-feira (20) que o governo não irá negociar emendas apresentadas por partidos de oposição à PEC do fim da escala 6×1 se elas resultarem em aumento da jornada de trabalho.
Em entrevista ao programa Alô Alô Brasil, apresentado por José Luiz Datena, na Rádio Nacional, Erika disse que não haverá “nenhuma entrega a mais” além da redução da jornada, que, segundo ela, garante ao trabalhador brasileiro um dia a mais de descanso. A deputada também rejeitou a ideia de compensações como desoneração da folha para viabilizar esse tipo de alteração.
Segundo Erika Hilton, porém, podem ser discutidas medidas específicas para assegurar uma transição sem grandes problemas. Ela citou a possibilidade de isenção tributária, o fortalecimento das convenções coletivas e a atuação de um projeto de lei para regulamentar particularidades de setores e evitar prejuízos na mudança da jornada.
A deputada afirmou ainda que o fim da escala 6×1 não trará prejuízos à economia. Ao defender a proposta, citou estimativa do Dieese de criação imediata de mais de 3 milhões de novos postos de trabalho após a aprovação da redução da jornada, além de benefícios para as empresas com a diminuição de trabalhadores doentes e de erros provocados pela jornada exaustiva.
As declarações ocorrem em meio às emendas recentes apresentadas à PEC da escala 6×1, que permitem flexibilizar a redução da jornada de trabalho. Uma dessas propostas foi apresentada pelo deputado Sérgio Turra (PP-RS) e já reúne a assinatura de 176 deputados federais. O texto prevê que o fim da escala 6×1 passe a valer dez anos após a promulgação da emenda constitucional. As informações foram retiradas da Agência Brasil.