‘Espero justiça’, diz mãe de motorista morto em ataque a Gritzbach

A mãe do motorista de aplicativo Celso Araújo Sampaio de Novais, que foi atingido por um dos disparos feitos pelos assassinos de Vinicius Gritzbach, pediu justiça hoje em Guarulhos (SP), onde ocorre o Tribunal do Júri.

Vítima fatal — Antônio Vinícius Gritzbach: ex-colaborador do PCC, foi morto a tiros ao desembarcar de um voo no Aeroporto Internacional de Guarulhos – Foto: Reprodução

A mãe do motorista de aplicativo Celso Araújo Sampaio de Novais diz esperar justiça no julgamento.

Aparecida Camilo, 65 anos, é aposentada, mora em Brasília e foi até Guarulhos acompanhar o julgamento.

Aparecida acredita que os policiais são os assassinos. Em entrevista a jornalistas, a mãe do motorista contou que seu filho estava trabalhando quando foi atingido por um tiro de fuzil nas costas e acabou morrendo no Hospital Geral de Guarulhos. Além dele, duas pessoas foram atingidas, mas sobreviveram.

Celso trabalhava como motorista de aplicativo diariamente e era o principal responsável pelo sustento da família. Pai de três filhos, ele era casado há mais de 20 anos com Simone Novais.

“A gente se falava toda semana por chamada de vídeos. Quando ele chegava do trabalho, ele estava cozinhando e a gente se falava. E de repente eu recebo um telefonema que meu filho tinha sido baleado.

E quando eu cheguei aqui em São Paulo, não consegui ver meu filho não. Não consegui chegar e encontrar ele. Ele já tinha falecido”, disse Aparecida Camilo, mãe de Celso Novais, motorista morto após ataque em Guarulhos.

A viúva de Celso relata que o motorista gravou um vídeo dentro da ambulância, logo após ter sido atingido. Simone Novais foi ouvida hoje e contou ainda que a situação financeira da família continua difícil.

“Ainda não colocamos a vida em ordem, principalmente meu filho de 15 anos. O Celso era um pai excelente, fazia de tudo pelos filhos. Ele era dedicado, não deixava faltar nada”, disse Simone Novais, viúva do motorista de aplicativo Celso Araújo Sampaio de Novais.

O julgamento do caso Gritzbach começou hoje no Fórum Criminal de Guarulhos. Três policiais militares estão sendo acusados de participar do assassinato do empresário Vinícius Gritzbach, 38, delator do Primeiro Comando da Capital (PCC). Gritzbach foi executado em 8 de novembro de 2024 no Terminal 2 do Aeroporto Internacional de Guarulhos, na região metropolitana de São Paulo.

Três PMs foram presos sob acusação de serem os executores ou auxiliares diretos na logística do crime.

São eles: o tenente Fernando Genauro da Silva, o soldado Ruan Silva Rodrigues e o cabo Denis Antonio Martins. O cabo Denis, do 30º Batalhão (Carapicuíba), é apontado como um dos atiradores que executaram Gritzbach. Eles começam a ser julgados hoje.

T CSM
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