Fifa abre processo contra Paredes, Molina, Almada, Ayala e Gavi por incidentes na final da Copa

Fifa abre processo contra Paredes, Molina, Almada, Ayala e Gavi por incidentes na final da Copa

A Fifa anunciou nesta quarta-feira (29) a abertura de processos disciplinares contra quatro argentinos e um espanhol por incidentes violentos ocorridos após a final da Copa do Mundo, vencida pela Espanha por 1 a 0 contra a Argentina, realizada em 19 de julho em East Rutherford, nos Estados Unidos.

Três dos indivíduos são jogadores argentinos. Leandro Paredes enfrenta as acusações mais graves, com três denúncias apresentadas contra ele após o relatório do Ministério Público, enquanto Nahuel Molina e Thiago Almada também estão sujeitos a processos disciplinares. A lista inclui ainda Roberto Ayala, membro da comissão técnica do treinador Lionel Scaloni.

Do lado espanhol, só o meio-campista Gavi tem um processo aberto, que determinará se uma sanção será aplicada.

Os regulamentos da Fifa citados nessas decisões dizem respeito a atos de agressão e conduta antidesportiva.

“De acordo com o Código Disciplinar da Fifa, os acusados tiveram a oportunidade de apresentar sua versão dos fatos, após o que o Comitê Disciplinar da Fifa emitirá uma decisão em data posterior”, afirmou a entidade máxima do futebol mundial.

A tensão aumentou em campo imediatamente após o apito final, justamente quando os espanhóis começavam a comemorar a conquista do segundo título mundial do país.

Durante o tempo regulamentar, Enzo Fernández foi expulso após receber o segundo cartão amarelo nos acréscimos (90’+3), obrigando sua equipe a jogar a prorrogação com um jogador a menos. A partida foi decidida por um gol do espanhol Ferran Torres no minuto 106.

Por outro lado, a Associação de Futebol Argentino (AFA) enfrenta possíveis sanções por supostas violações de diversos artigos, especificamente aqueles referentes ao “uso de um evento esportivo para fazer declarações de natureza não esportiva”, assim como regras sobre ordem e segurança da partida, “que abrangem a exibição de mensagens inapropriadas por parte da equipe e dos torcedores”.

A Fifa havia anunciado no dia 16 de julho a abertura de uma investigação, após vários jogadores argentinos exibirem uma faixa reivindicando a soberania sobre as Ilhas Malvinas logo depois da vitória da ‘Albiceleste’ sobre a Inglaterra na semifinal.

T CSM

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