O padrão climático tradicional de junho deverá sofrer uma mudança significativa nas próximas semanas. Meteorologistas apontam que a passagem sucessiva de frentes frias e a formação de ciclones extratropicais devem provocar volumes de chuva acima do esperado para o período em áreas do Sudeste, Centro-Oeste e Sul do Brasil. Em algumas localidades, o acumulado previsto até o início oficial do inverno poderá ultrapassar toda a média histórica do mês.
Normalmente marcado pela estiagem em grande parte do Sudeste e do Centro-Oeste, junho registra baixos índices pluviométricos, com médias que variam entre 40 e 80 milímetros em boa parte dessas regiões. Entretanto, a previsão indica a ocorrência de diversos episódios de chuva entre os dias 10 e 23 de junho. Os maiores volumes são esperados para Mato Grosso do Sul e o interior de São Paulo, embora todos os estados do Sudeste, além do Distrito Federal e áreas do Centro-Oeste, possam ser atingidos pelas instabilidades.
Na Região Sul, os períodos mais críticos devem ocorrer entre os dias 10 e 12 e novamente entre 17 e 19 de junho. Paraná e Santa Catarina aparecem entre as áreas com maior potencial para registrar pancadas moderadas a fortes. Há ainda indicação de novos episódios de precipitação entre os dias 21 e 23, coincidindo com os primeiros dias da estação mais fria do ano.
Segundo os especialistas, a mudança no comportamento do tempo será provocada pela atuação de sistemas de baixa pressão associados a sucessivas frentes frias e ciclones extratropicais. Uma nova área de instabilidade deve ganhar força entre o Paraguai, o Sul e o Centro-Oeste já nesta quarta-feira (10), favorecendo a formação de chuvas mais abrangentes. A expectativa é que novos sistemas avancem sobre o país ao longo das próximas duas semanas, mantendo o cenário de instabilidade até depois do solstício de inverno, marcado para 21 de junho.