O grupo de Transportes, que recuou 1% em maio, foi o que mais contribuiu para a queda mensal de 0,4% no volume de serviços prestados no País, segundo os dados da Pesquisa Mensal de Serviços, informou nesta quarta-feira, 15, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Além do setor de Transportes, a passagem de abril para maio registrou recuo no grupo Outros Serviços (-1,9%). Os dois grupos – Transportes e Outros Serviços – eliminaram os ganhos observados em abril, de 0,9% e 1,9%, respectivamente.
Já os grupos de Serviços Profissionais Administrativos e Complementares (1,9%) e de Serviços Prestados às Famílias (0,2%) assinalaram os avanços do mês, segunda taxa positiva consecutiva para ambas as atividades. O setor de Informação e Comunicação, por sua vez, mostrou estabilidade neste mês.
“Em termos setoriais, houve equilíbrio de taxas positivas e negativas, com recuo em dois setores, avanço em dois e estabilidade em um”, comentou o gerente da pesquisa, Rodrigo Lobo. O técnico frisou que, no acumulado de janeiro a maio, houve crescimento de 1,9% no volume de serviços, com quatro dos cinco setores acompanhados seguindo o movimento.
No índice acumulado de janeiro a maio de 2026, frente a igual período do ano anterior, o setor de serviços apresentou expansão de 1,9%, com quatro das cinco atividades de divulgação apontando taxas positivas. A contribuição positiva mais importante ficou com o ramo de Informação e Comunicação (6,2%), impulsionado pelo aumento das receitas de empresas de consultoria em tecnologia da informação e outros segmentos. Os demais avanços vieram dos serviços profissionais, administrativos e complementares (2,2%); dos serviços prestados às famílias (2,1%); e dos outros serviços (0,5%).
Em 12 meses, o indicador de Serviços do IBGE passou de 2,9% em abril para 2,6% em maio, mas mantendo as taxas positivas, comentou Lobo.
Na comparação com igual mês do ano anterior, o volume do setor de Serviços apontou variação positiva de 0,4% em maio de 2026, vigésimo sexto resultado positivo seguido. O avanço deste mês foi acompanhado por três das cinco atividades de divulgação e contou com crescimento em 47,6% dos 166 tipos de serviços investigados. Os grupos que avançaram foram Informação e Comunicação (5,2%), Serviços Profissionais, Administrativos e Complementares (2,3%); e dos Serviços Prestados às Famílias (3,1%).
Em sentido oposto, os transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio (-4,2%) e os outros serviços (-2,4%) exerceram os únicos impactos negativos, pressionados, em grande medida, pela menor receita vinda do transporte aéreo de passageiros; rodoviário de cargas; logística de cargas; e navegação interior de carga, no primeiro setor; e de serviços financeiros auxiliares, no último.