O Conselho da Associação Internacional de Futebol (IFAB) aprovado, durante reunião extraordinária em Vancouver, Canadá, duas novas regras propostas pela FIFA que já estará em vigor na edição deste ano Copa do Mundo.
As medidas visam punir com cartão vermelho direto os jogadores que cobrem a boca falar com os oponentes durante os confrontos e equipes que saem do campo.
'Regra Prestianni'
A regra contra cobrir a boca ganhou força e urgência após o grave incidente ocorrido em fevereiro na Liga dos Campeões envolvendo Gianluca Prestianni, do Benfica, e o craque brasileiro Vinícius Júnior, do Real Madrid.
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Na ocasião, o argentino levantou a camisa para cobrir o rosto ao falar com o brasileiro, que acusou Prestianni de chamá-lo de “macaco”.
Kylian Mbappé também confirmou ter ouvido os insultos racistas contra Vini em entrevista após a partida.
Após uma investigação da UEFA, Prestianni foi considerado culpado de conduta homofóbica e suspenso por seis jogos.
O presidente da FIFA, Gianni Infantino, defendeu a nova sanção como uma medida com forte efeito dissuasor.
“Se você não tem nada a esconder, não cubra a boca ao dizer alguma coisa. É simples assim”, disse Infantino. “Se um jogador cobre a boca e diz algo que tem consequências racistas, ele obviamente precisa ser expulso. Deve haver a presunção de que ele disse algo que não deveria”, acrescentou.
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Apesar da orientação rígida, a aplicação do cartão vermelho ficará inteiramente a critério do árbitro, devendo o árbitro avaliar as circunstâncias do momento antes de tomar uma decisão.
Punição por sair de campo
A segunda mudança aprovada visa protestos extremos contra decisões de arbitragem.
Os jogadores que abandonarem o campo em protesto contra a decisão do árbitro serão sujeitos a cartão vermelho.
A regra também se estende a qualquer membro da comissão técnica que incite os jogadores a abandonar a partida.
A mudança é uma resposta direta à polêmica final da última Copa das Nações Africanas entre Marrocos e Senegal.
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Nessa partida, a seleção senegalesa chegou a ir ao vestiário em protesto contra a marcação de pênalti.
Os jogadores finalmente retornaram, o marroquino Brahim Diaz errou o pênalti e o Senegal venceu a partida por 1 a 0.
No entanto, a Confederação Africana de Futebol (CAF) interveio dias depois, retirando o título ao Senegal e declarando Marrocos campeão por desistência (3-0).
Com a nova decisão do IFAB validada para a Copa do Mundo, fica agora estabelecido nas regras que qualquer equipe que provoque o abandono de uma partida será, em princípio, punida com uma derrota por desistência.
Declaração completa do IFAB
“Numa reunião especial realizada em Vancouver, Canadá, o IFAB aprovou por unanimidade duas alterações às leis propostas pela FIFA para abordar comportamentos discriminatórios e inadequados.
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Conforme acordado na Assembleia Geral Anual (AGM) do IFAB em fevereiro, essas decisões seguem consultas minuciosas lideradas pela FIFA com todas as principais partes interessadas.
Jogadores cobrindo a boca em situações de confronto com adversários.
A critério do organizador da competição, qualquer jogador que cubra a boca em situação de confronto com um adversário poderá ser sancionado com cartão vermelho.
Jogadores que abandonam o terreno de jogo em protesto contra a decisão do árbitro.
A critério do organizador da competição, o árbitro poderá sancionar com cartão vermelho qualquer jogador que abandone o campo de jogo em protesto contra a decisão do árbitro. Esta nova regra também se aplicará a qualquer oficial de equipe (membro da comissão técnica) que incite os jogadores a deixarem o campo de jogo.
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Uma equipe que provoque o abandono de uma partida irá, em princípio, perder a partida.
Essas alterações serão comunicadas às 48 seleções participantes da Copa do Mundo FIFA 2026™ nas próximas semanas.”
Este artigo foi traduzido para o inglês pela Inteligência Artificial. Você pode ler a versão original em 🇧🇷 aqui.