A contaminação por piolhos, conhecida como pediculose, é uma preocupação comum em escolas e creches, afetando principalmente crianças. Os parasitas, que medem poucos milímetros, agarram-se aos fios de cabelo, alimentam-se de sangue e causam coceira intensa que pode levar a ferimentos no couro cabeludo. A disseminação ocorre facilmente por contato direto ou pelo compartilhamento de objetos como pentes e roupas durante brincadeiras e atividades em grupo.
Contágio e tratamento de piolhos
Cíntia Ferreira, enfermeira de Família e Comunidade da Unidade Básica de Saúde (UBS) 1 de Sobradinho, reforça que o contágio pelo parasita é mais comum no verão e no início do ano, período que corresponde ao retorno das aulas. A profissional afirma que a pediculose requer atenção, mas que o tratamento é simples.
Atendimento na rede pública
Na Secretaria de Saúde (SES-DF), o atendimento é realizado pelas UBSs, que recebem tanto a criança quanto seus familiares. O tratamento é feito com permetrina 1% ou ivermectina, medicamentos disponibilizados pela pasta. Durante a consulta, são fornecidas orientações sobre medidas de higiene e cuidados pessoais para evitar a disseminação do parasita.
Qualquer escola pública do Distrito Federal pode encaminhar seus alunos às UBSs para tratamento, não sendo necessário que seja a unidade de referência do usuário, podendo ser a mais próxima ao colégio.
Prevenção nas escolas
Medidas de prevenção, por meio de ações educativas e de saúde pública, também ocorrem no Programa Saúde na Escola (PSE). Nele, as equipes da SES-DF realizam um trabalho de conscientização com professores, pais, cuidadores e alunos, abordando diversos assuntos sobre o bem-estar dos jovens e de seus familiares.