O mês de junho marca a reta final do outono e a chegada oficial do inverno no Brasil, prevista para o dia 21, às 5h24, pelo horário de Brasília. Além da mudança de estação, o período também será acompanhado pelo desenvolvimento do fenômeno El Niño no Oceano Pacífico Equatorial. Apesar disso, especialistas avaliam que o aquecimento anormal das águas ainda está em fase inicial e não deverá exercer influência significativa sobre o clima brasileiro nas próximas semanas.
De acordo com projeções meteorológicas, junho será menos frio do que maio na maior parte do país. A predominância de massas de ar polar com trajetória oceânica deve limitar a entrada de ar frio intenso pelo interior do território nacional. Ainda assim, duas frentes frias de origem continental são esperadas ao longo do mês e poderão provocar quedas expressivas de temperatura no Centro-Sul do Brasil.
A primeira incursão de ar polar deve ocorrer entre o fim da primeira quinzena e o início da segunda. Já a segunda, prevista para a última semana de junho, tende a ser mais intensa e poderá derrubar os termômetros para abaixo dos 10°C em diversas áreas das regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste. Também há possibilidade de geadas isoladas em áreas de maior altitude do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina, além da faixa de fronteira com o Uruguai.
No Norte do país, a expectativa é de ocorrência de friagem em estados como Acre, Rondônia e sul do Amazonas, principalmente no fim do mês. O Pantanal deverá registrar volumes de chuva acima da média histórica para o período.
Apesar da chegada do inverno, junho mantém sua característica tradicional de mês seco em grande parte do Brasil. Regiões do Sudeste, Centro-Oeste e interior do Nordeste devem apresentar baixos índices de precipitação e umidade relativa do ar abaixo dos 30% durante as horas mais quentes do dia.
Por outro lado, áreas do litoral nordestino e do extremo Norte continuarão registrando chuvas frequentes. A atuação da Zona de Convergência Intertropical (ZCIT), associada ao aquecimento das águas do Atlântico Tropical, favorecerá elevados volumes de precipitação no Amapá, norte do Pará, Amazonas, Maranhão e em trechos da costa leste do Nordeste.
No Sul do país, as chuvas devem ocorrer dentro da normalidade para a época do ano, sem os episódios extremos observados em junho de 2025, quando diversas cidades registraram acumulados muito acima da média. Ainda assim, eventos pontuais de chuva forte poderão ocorrer ao longo do mês.
Os meteorologistas destacam que junho será marcado por contrastes climáticos, com predomínio de calor e tempo seco no interior do Brasil, alternados com episódios de frio mais intenso e áreas de elevada umidade nas regiões litorâneas e no extremo Norte do país.