Um jovem sikh, condenado no início de junho pelo assassinato de um estudante branco, em um caso que provocou indignação no Reino Unido, pode ter sua pena agravada, depois que o governo pediu, nesta segunda-feira (15), que o Tribunal de Apelação a reexamine.
A intervenção da polícia, que algemou o estudante branco de 18 anos enquanto ele agonizava, após ter sido acusado erroneamente de agressão racista por seu assassino, gerou polêmica.
Em 1º de junho, o Tribunal Penal de Southampton condenou Vickrum Digwa à prisão perpétua com um período mínimo de cumprimento de 21 anos pelo assassinato de Henry Nowak, em dezembro em Southampton, no sul da Inglaterra.
O Tribunal de Apelação deverá “determinar se a pena imposta foi excessivamente branda e se cabe aumentá-la”, explicou o governo em um comunicado.
Após esfaquear Nowak, o jovem sikh de 23 anos mentiu para a polícia, afirmando que havia sido vítima de uma agressão racista e que agira em legítima defesa.
Os policiais acreditaram nele e algemaram Henry Nowak após os ferimentos sofridos.
O vídeo da detenção, divulgado em 2 de junho, chocou o Reino Unido e, naquele mesmo dia, houve distúrbios durante um protesto em Southampton.
A polícia foi acusada pela extrema direita de racismo contra os brancos.
A detenção de Nowak está sendo investigada pelo IOPC, órgão de controle da atuação policial. Seu relatório deverá ser publicado no prazo de três meses.