O México deslocou 500 militares para a fronteira com os Estados Unidos depois que Washington informou que suas forças receberam disparos na região, anunciou nesta segunda-feira (5) a presidente, Claudia Sheinbaum.
A operação começou no estado de Tamaulipas, que faz fronteira com o Texas, uma área disputada pelos cartéis do Nordeste e do Golfo, ambos designados como “organizações terroristas estrangeiras” por Washington desde fevereiro de 2025.
Sheinbaum afirmou em coletiva de imprensa que o governo americano informou, por escrito, sobre “disparos a partir da fronteira mexicana em direção aos Estados Unidos”, mas acrescentou que sua administração não recebeu “nenhuma evidência”.
“Não temos nenhuma evidência que nos tenha sido apresentada de que, de fato, houve esses disparos de arma de fogo”, declarou a governante de esquerda.
Entretanto, diante da denúncia, as Forças Armadas mexicanas propuseram ao governo americano realizar uma operação militar nessa região da fronteira, dividida pelo rio Bravo.
O embaixador dos Estados Unidos, Ronald Johnson, elogiou a operação na rede social X e acrescentou que a representação diplomática “ajuda a coordenar com as forças mexicanas que estão sendo deslocadas para a área de fronteira onde foram registrados disparos contra membros da Guarda Costeira dos Estados Unidos”.
Desde seu retorno à Casa Branca, em 2025, o presidente Donald Trump vem enviando militares ao México para incentivar o combate ao narcotráfico e à imigração irregular através da fronteira.
Trump ofereceu apoio militar a Sheinbaum, mas a mandatária rejeitou em várias ocasiões qualquer intervenção dos Estados Unidos.