12/01/2026

O Irã realizou a execução de quatro homens acusados de espionagem em favor de Israel.

Chefe do Exército do Paquistão, General Syed Asim Munir (2D), conversando com o Ministro das Relações Exteriores iraniano, Hossein Amir-Abdollahian (E), durante uma reunião em Rawalpindi. - (crédito: Pakistan's Inter Service Public Relation (ISPR) / AFP)

Segundo a Anistia Internacional, a condenação à morte foi proferida contra eles “após um julgamento secreto que claramente careceu de justiça”.

Quatro integrantes da minoria curda no Irã, acusados de espionagem em favor de Israel, foram enforcados nesta segunda-feira (29/1), apesar dos apelos de organizações de direitos humanos que contestaram a imparcialidade do julgamento. Os indivíduos foram detidos em julho de 2022 enquanto planejavam uma operação contra um centro do Ministério da Defesa em Isfahan, região central do Irã, que estava sob responsabilidade do Mossad, conforme relatado pela agência Mizan Online da Autoridade Judiciária Iraniana.

O Ministério da Inteligência anunciou à época ter “identificado uma rede de agentes da organização sionista de espionagem, e todos os seus membros foram detidos”, de acordo com a Mizan. Condenados à morte em setembro de 2023, os quatro foram enforcados na madrugada desta segunda-feira.

A agência judicial informou que esses homens foram recrutados pela Mossad cerca de um ano e meio antes da operação e, posteriormente, foram enviados para países africanos para participar de “cursos de formação em centros militares desses países”.

A execução dos quatro homens, todos com menos de 30 anos, parecia inevitável, e seus familiares foram convocados no domingo para uma última reunião. A Anistia Internacional classificou a sentença de morte como resultado de um “julgamento secreto manifestamente injusto”, baseado em confissões obtidas sob tortura e sem garantias de um processo justo.

Joanna Taimasi, esposa de um dos executados que atualmente reside no exterior, expressou sua indignação nas redes sociais, declarando: “Não vou perdoar nem esquecer o que aconteceu hoje!”. Originários de áreas habitadas por curdos no oeste do Irã, esses jovens foram “privados de seus direitos fundamentais à representação legal, visitas e até mesmo comunicação com suas famílias”, conforme denunciado pela associação pró-direitos curda Hengaw em um comunicado. A entidade lamentou que mesmo segundo os padrões da República Islâmica do Irã, os requisitos mínimos para um julgamento justo não foram atendidos neste caso.

Tribuna Livre, com informações da Agence France-Presse

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