07/01/2026

Os países da União Europeia (UE) recebem a maioria, ou seja, 80%, das drogas que são exportadas do Equador.

Nas últimas semanas, diferentes portos europeus realizaram "apreensões de quase 30 toneladas de cocaína - (crédito: unsplash/ Colin Davis)

Nas semanas mais recentes, diversos portos europeus efetuaram “confiscações de aproximadamente 30 toneladas de cocaína, todas encontradas em contêineres de bananas provenientes do Equador.”

De acordo com o embaixador da União Europeia em Quito, Charles-Michel Geurts, pelo menos 80% das drogas que saem dos portos do Equador têm como destino os países da União Europeia (UE), onde se observa um “aumento significativo do consumo”. Em uma entrevista concedida ao canal Ecuavisa nesta quarta-feira (4), Geurts afirmou: “Estima-se que 80% das drogas que saem do Equador, especificamente cocaína, têm como destino a União Europeia.”

Nos últimos tempos, diferentes portos europeus registraram “apreensões de aproximadamente 30 toneladas de cocaína, todas encontradas em contêineres de bananas originários do Equador”, um dos principais produtos exportados pelo país sul-americano, acrescentou.

A localização geográfica do Equador, situado entre a Colômbia e o Peru, os maiores produtores de cocaína do mundo, e sua vantajosa saída para o Oceano Pacífico, fizeram do país um dos principais exportadores de drogas. Desde maio de 2021, o Equador apreendeu mais de 500 toneladas de entorpecentes.

Além disso, facções criminosas vinculadas a cartéis mexicanos e colombianos têm causado terror no país e no sistema prisional equatoriano, onde as prisões são utilizadas como centros de operações do tráfico de drogas. Dentro das penitenciárias, houve registros de massacres sangrentos devido a disputas entre diferentes facções pelo controle das áreas de venda de drogas. Desde 2021, aproximadamente 430 detentos foram assassinados.

O embaixador ressaltou que “estamos observando um aumento significativo do consumo e do tráfico na Europa, com uma onda de violência semelhante à que o Equador está enfrentando, envolvendo todos os tipos de crimes relacionados ao tráfico de drogas”.

Os homicídios no país sul-americano aumentaram quatro vezes entre 2018 e 2022, atingindo a marca recorde de 26 por 100 mil habitantes. Com uma população de 16,9 milhões de pessoas, essa taxa pode chegar a 40 ainda este ano, de acordo com especialistas.

Tribuna Livre, com informações da AFP

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