16/06/2024

Outros cidadãos israelenses e detentos palestinos são liberados, porém, a duração da cessação das hostilidades permanece sem definição.

Reencontro na Cisjordânia de palestino que estava preso em Israel e familiares; mais de 150 prisioneiros já foram liberados após acordo - (crédito: ALAA BADARNEH/EPA-EFE/REX/Shutterstock)

Após a confirmação da extensão por mais dois dias na segunda-feira (27), há a possibilidade de que a cessação das hostilidades seja prolongada novamente.

No sexto dia de cessar-fogo entre Israel e o Hamas, mais pessoas que haviam sido mantidas como reféns em Israel e prisioneiros palestinos detidos em Israel foram libertadas nesta quarta-feira (29).

Enquanto isso, permanece incerto se o cessar-fogo será prolongado. O acordo inicial entre Israel e o Hamas, mediado pelo Catar, estipulava quatro dias de interrupção nos conflitos, um prazo que foi posteriormente estendido por mais dois dias, cobrindo inicialmente esta terça e quarta-feira.

Uma fonte familiarizada com as negociações afirmou à BBC que as conversas para estender o cessar-fogo ainda estão em andamento. O momento exato do término do cessar-fogo não está claro, pois há diferentes relatos sobre o horário do prazo.

Pelo menos 10 reféns israelenses e quatro tailandeses foram liberados nesta quarta-feira, de acordo com as Forças de Defesa de Israel (IDF, na sigla em inglês). O ministro das Relações Exteriores do Catar afirmou que a liberação de 30 prisioneiros palestinos está prevista.

Devido às incertezas sobre o número exato de pessoas liberadas hoje, ainda não é possível determinar a soma total de liberações até o momento.

Até a terça-feira (28), um total de 81 reféns que estavam em Gaza — todos mulheres e crianças — haviam sido libertados. Os prisioneiros palestinos libertados somavam 180 e enfrentavam acusações diversas, desde lançamento de pedras até tentativa de assassinato.

Essas libertações ocorreram com base em uma lista de 300 detentos palestinos compilada por Israel. Menos de um quarto dos listados foi condenado, a maioria estava em prisão preventiva aguardando julgamento.

O cessar-fogo prevê a libertação de um refém pelo Hamas em troca da soltura de três palestinos detidos em Israel. Uma das reféns liberadas na terça-feira foi Tami Metzger, 78 anos, sequestrada em Nir Oz junto com seu marido Yoram, 80 anos, que permanece sequestrado pelo Hamas. Tami tem mobilidade limitada, e Yoram tem diabetes e quebrou o quadril há seis meses, segundo a nora do casal.

Entre os detentos palestinos libertados estava um adolescente de 14 anos que, em entrevista à rede Al Jazeera, afirmou ter presenciado muitas agressões nas prisões. Ele também disse ter ouvido que não poderia sair de casa nem comemorar sua libertação, pois poderia ser preso novamente.

Na segunda-feira, as partes concordaram em prorrogar o cessar-fogo por mais 48 horas. Um porta-voz do governo israelense afirmou que o país está aberto a uma extensão de mais cinco dias de cessar-fogo sob o acordo atual.

“É claro que ambos os lados parecem querer isso [a prorrogação do cessar-fogo], desde que o processo se desenrole mais ou menos como o planejado, com pouquíssimas interrupções e desafios”, afirma o jornalista da BBC Paul Adams, que está em Jerusalém. “Não sabemos a situação das negociações que estão em curso, mas sabemos que elas estão em curso. Os esforços para manter este cessar-fogo serão intensos.”

Mas o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu já afirmou que, após o cessar-fogo, as forças israelenses planejam continuar suas operações militares em Gaza com “toda a força”. Em Israel, alguns temem que uma pausa prolongada possa dar tempo ao Hamas para se reagrupar e organizar suas defesas antes do possível reinício da guerra. Em Gaza, a assistência está chegando com mais facilidade, e os moradores estão usando a pausa no conflito para procurar desaparecidos, que o Hamas estima serem cerca de 1.500 pessoas.

Tribuna Livre, com informações da BBC NEWS

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