O terceiro-sargento da Polícia Militar do Estado de Goiás, Phavieri Ruduvais Souto (imagem em destaque), de 39 anos, foi preso preventivamente por ameaçar e agredir a ex-companheira, além de descumprir uma medida protetiva imposta pela Justiça, que proibia a aproximação de 300 metros da vítima e qualquer tipo de contato pelas redes sociais e pelo telefone.
O caso aconteceu na última sexta-feira (26/6) em uma região de Formosa (GO) após a ex-mulher ir até uma unidade da Delegacia da Mulher (Deam) alegando que o homem tinha entrado em contato novamente e, que mesmo sabendo da decisão judicial, a agrediu e a ameaçou de morte. Segundo a vítima, o homem, inclusive, ainda portava a arma particular.
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Phavieri Ruduvais Souto é terceiro-sargento da Polícia Militar de Goiás
Material cedido ao Metrópoles
O homem foi preso após ameaçar e agredir a ex-esposa, além de descumprir uma medida protetiva
Material cedido ao Metrópoles
O Ministério Público do Estado de Goiás (MPGO) pediu pela prisão preventiva, que foi aceita pelo juiz responsável da 2ª Vara Criminal. Além da prisão, Phavieri também foi alvo de busca e apreensão, para recolhimento de quaisquer armas que estivessem sob sua posse, além de ter sido afastado da corporação.
O Metrópoles entrou em contato com a Polícia Militar de Goiás (PMGO) e com a defesa do policial, mas até a última atualização desta reportagem, não obteve resposta. O espaço segue em aberto.
Histórico agressivo
O casal manteve uma relação por 20 anos e teve dois filhos: um jovem de 18 anos e uma menina de 10 anos. Segundo relato da ex-companheira, Phavieri sempre foi agressivo e violento, já tendo a agredido e ameaçado outras vezes.
A gota d’água para que ela recorresse a Justiça e pedisse uma medida protetiva, foi quando o filho mais velho precisou ser internado em uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI), e o agressor, segundo ela, teria lhe dado um soco no nariz, dentro do hospital, além de ter puxado o freio de mão do veículo, e falar que daria um tiro em um suposto namorado da vítima.
Ela, então, procurou atendimento em uma Delegacia da Mulher (Deam), e pediu a medida protetiva em fevereiro deste ano.
Além da proibição de contato, a Justiça determinou que Phavieri entregasse as armas, sendo uma particular e outra de profissão. Ele também teve restrições quanto a visitas aos filhos, que só podiam acontecer por meio de uma terceira pessoa, que não tivesse contato direto entre ele e a vítima.