Preço do petróleo atinge seu pico desde o início da guerra no Oriente Médio

Petróleo fecha estável apesar de riscos geopolíticos persistirem
Petróleo fecha estável apesar de riscos geopolíticos persistirem – Reprodução

A tensão no mercado petrolífero aumentou nesta quarta-feira (29) diante da perspectiva de um bloqueio prolongado no Estreito de Ormuz, o que elevou os preços do petróleo aos níveis registrados no início da guerra no Oriente Médio.

O barril de West Texas Intermediate, com entrega em junho, disparou 6,96%, chegando a 106,88 dólares.

O Brent do Mar do Norte, com entrega no mesmo mês, subiu 6,09%, alcançando 118,03 dólares.

No início da sessão, chegou a 119,76 dólares, o preço mais alto registrado durante os dois meses de crise no Oriente Médio. Inclusive, atingiu um recorde desde meados de 2022, quando foi impulsionado pela invasão russa da Ucrânia.

Segundo um alto funcionário da Casa Branca, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, indicou a dirigentes do setor petrolífero que o bloqueio dos portos do Irã poderia se prolongar por “vários meses”, se necessário.

Nesse caso, “o bloqueio do Irã no Estreito de Ormuz também deverá se prolongar”, afirma Arne Lohmann Rasmussen, da Global Risk Management.

“O mercado está cada vez mais convencido de que não haverá nem uma paz rápida e duradoura, nem uma reabertura imediata do Estreito de Ormuz”, acrescenta.

Antes do conflito, cerca de 20% do petróleo e do gás consumidos no mundo transitavam por esse corredor marítimo.

Os dados mais recentes da Agência de Informação Energética dos Estados Unidos (EIA) revelaram na quarta-feira que as exportações de petróleo bruto do país atingiram um recorde histórico na semana passada.

Durante o período de sete dias encerrado em 24 de abril, foram exportados 6,4 milhões de barris por dia, mais de 14 milhões se somados os produtos petrolíferos refinados.

T CSM
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