Presidente do PV-DF defende criação do “creche pública para idosos”

O presidente Eduardo Brandão, presidente do Partido Verde no Distrito Federal (PV-DF), defendeu, em entrevista ao Jornal de Brasília, a criança de “creches para idosos”, no Distrito Federal, como política de Estado. Pré-candidato à Câmara Legislativa, Brandão falou sobre o aumento de casos de violência contra a população da terceira idade e da falta de condições de famílias que precisam trabalhar e deixar seus pais e avós sozinhos durante o dia.

Instigado sobre os alarmantes índices de violência e o isolamento sofrido por idosos vulneráveis cujas famílias precisam trabalhar, Brandão propôs um modelo de acolhimento diurno integrado. O projeto, batizado de Espaço Bem-Viver, busca oferecer assistência médica, nutricional e lazer, sem romper os laços afetivos da estrutura familiar.

“A ideia é que você tenha um projeto onde você não afaste o seu idoso do convivio familiar, que ele possa ir para um projeto que ele chega de manhã e voltar à tarde. Passa o seu dia lá […] Uma creche para idosos.”

O presidente destacou também o forte componente de gênero atrelado a esse drama social, ressaltando o sacrifício histórico imposto às mulheres brasileiras, que frequentemente acumulam os cuidados de múltiplas gerações. Para ele, o poder público precisa agir preventivamente.

“A nossa sociedade sacrifica demais as mulheres. A mulher começa criando os filhos, ajuda a criar os netos e depois vai cuidar dos pais. E nós estamos vivendo muito mais. […] E isso virou um drama social que o Estado precisa prestar muita atenção.”

Brandão alertou que a falta de suporte estatal empurra as famílias para situações limite, refletindo diretamente nos índices de abuso na terceira idade. “Infelizmente, a violência contra esses idosos vulneráveis, a maioria vem da própria família. […] O Estado tem que agir disso aí. Se ele não agir, nós começamos a viver um processo muito complicado”, pontuou.

Fazendo uma analogia com a segurança pública, o dirigente disparou: “As políticas públicas, elas têm que chegar antes. Se você vai só punir, punir, punir… daqui a pouco nós vamos ter maternidade de segurança máxima”.

Parques do DF

Com um histórico de quase duas dezenas de parques implantados do zero no Distrito Federal, Eduardo Brandão criticou a atual falta de continuidade de projetos consolidados e rebateu a tese de escassez de recursos na área do Meio Ambiente, classificando o argumento como “uma balela”.

Para o líder do PV, ferramentas como a Câmara de Compensação Ambiental — que converte o impacto financeiro de grandes empreendimentos em melhorias estruturais diretas para as comunidades — são perenes e cruciais para reverter as “ilhas de calor” e a forte desigualdade ecológica entre o Plano Piloto e periferias, como o Sol Nascente.

“Nós solicitávamos que o empreendedor não pagasse isso em dinheiro, em pecúnia, que pagasse em serviço, porque isso vai direto, entra direto, é na veia do meio ambiente. Então, ele fazia benfeitorias naquela unidade de conservação da RA.”

O dirigente lamentou a interrupção dessa estratégia de gestão. “Eu não entendo por que não deram continuidade a isso. […] Deveríamos continuar, executando e fazendo melhorias sucessivas em todas essas unidades, fazendo com que as pessoas entendessem que aquele mato que tem ali não é mato, é uma unidade de conservação”, defendeu.

Brandão também criticou o uso político e superficial de pautas ecológicas, pontuando que o plantio de mudas sem o devido acompanhamento não gera resultados reais para o ecossistema local. “Não é só plantar, é plantar e monitorar”, argumentou, apontando a necessidade de preparar a cidade para fenômenos climáticos severos. “Em plena seca, Brasília esturricando, aí vai lá o político e planta, tira foto e vai embora. Eu acho muito feio.”

Futuro do PV

Ao projetar o desenho eleitoral local, Brandão explicou a engenharia do partido sob as regras da federação partidária (composta por PT, PCdoB e PV). O dirigente revelou que assumirá o papel de pré-candidato a deputado distrital e que a meta do grupo é focar em um número enxuto de candidaturas para otimizar o desempenho nas urnas.

“Eu sou pré-candidato a deputado distrital e vamos lançar aí mais duas ou três candidaturas a mais, porque principalmente você sendo federado, você acaba tendo menos vagas para candidatos. O que não deixa de ser, do ponto de vista para um partido menor, interessante, porque se você consegue concentrar os esforços em menos candidatos, consegue ter o melhor desempenho.”

T CSM
Fábio Andrade Contabilidade - Contador em Santa Maria DF
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