Representantes do setor de energia elétrica defenderam nesta quinta-feira (20), em Brasília, mais investimentos em inovação para enfrentar os desafios impostos por eventos climáticos extremos. O tema foi debatido em um encontro promovido pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).
A presidente da Associação Brasileira das Empresas de Transmissão de Energia Elétrica (Abrate), Talita Porto, afirmou que o setor já vem investindo em modernização, infraestrutura e resiliência, mas que também é preciso buscar inovação. Segundo ela, o Instituto Abrate deve aportar R$ 5 bilhões em pesquisa, desenvolvimento e inovação em um projeto para os próximos 17 meses, voltado a ferramentas de análise e aumento da resiliência diante das mudanças climáticas.
Talita Porto disse ainda que o setor é vulnerável aos efeitos físicos e econômicos das mudanças climáticas e ressaltou que uma queda de torre afeta geração, distribuição e consumo.
A presidente da Associação Brasileira de Distribuidores de Energia Elétrica (Abradee), Patricia Audi, destacou a necessidade de adaptação da rede de transmissão do país frente aos novos desafios. Ela citou ventos de 140 km/h no Rio de Janeiro, quando a rede é prevista para suportar 80 km/h, e eventos de até 160 km/h em Ribeirão Preto.
O diretor-geral do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), Marcio Rea, também reforçou a necessidade de inovação ao afirmar que análises técnicas apontaram que os ventos de Ribeirão Preto foram do tipo redemoinho, que não apenas derrubaram, mas torceram as torres de transmissão. Ele disse que não há estrutura no país ou no mundo capaz de enfrentar esse tipo de ação.
Diante do cenário, Marcio Rea afirmou que a articulação e os esforços conjuntos do setor serão fundamentais para responder às condições que podem afetar a operação e a infraestrutura essenciais ao país.
Com informações da Agência Brasil