Técnico do Japão destaca influência de Zico e Falcão e vê chance de vencer o Brasil

Luciano Trindade e Marcos Guedes
Folhapress

Avançar ao mata-mata da Copa do Mundo era parte do objetivo do Japão, mas está longe de satisfazer a ambição de Hajime Moriyasu, de 57 anos.

Para o técnico japonês, chegar ao mata-mata apenas iguala campanhas anteriores, como as de 2002, 2010, 2018 e 2022, quando a seleção também passou da fase de grupos, mas foi eliminada nas oitavas de final.

No Mundial deste ano, com a ampliação do formato e uma fase eliminatória a mais, o treinador entende que a competição, de fato, começa agora, diante de adversários mais fortes.

Na fase de grupos, o Japão avançou em segundo lugar no Grupo F, atrás da Holanda e à frente de Suécia e Tunísia.

Agora, o desafio será a seleção brasileira, nesta segunda-feira (29), às 14h (de Brasília), em Houston.

“Nós podemos dizer que a Copa do Mundo começa a partir de agora. Esperamos que tenhamos a chance de desafiá-los para sair com a vitória”, afirmou Moriyasu.

O desejo de enfrentar a seleção brasileira e a confiança de que o Japão pode sair de campo com uma vitória têm, curiosamente, influência direta de brasileiros.

Moriyasu fez questão de citar a passagem de Zico pelo futebol japonês —como jogador, treinador da seleção (2002 a 2006) e dirigente de clube— e também mencionou a contribuição de Falcão, que comandou a equipe nacional (1994 a 1995).

Segundo o técnico, a convivência com ambos deixou um legado de aprendizado para os atletas, sobretudo no que diz respeito à confiança individual dos atletas.

“O Zico nunca jogou comigo na seleção japonesa, mas, no que diz respeito ao futebol japonês, ele tem uma senioridade sobre mim e foi um atleta que me incentivou muito quando me tornei técnico. O Falcão, ainda bem que me lembrei, também foi técnico da seleção japonesa, e tive a honra de aprender com ele. Ele sempre dizia que nós tínhamos qualidade, capacidade, mas precisávamos de mais confiança”, disse Moriyasu.

De acordo com o treinador, Zico também ensinou muito sobre tática e sobre a força do individual além da força do coletivo. “Desde aquela época, tivemos um trabalho muito importante de desenvolvimento individual, que foi sendo lapidado ao longo dos anos.”

T CSM
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