Trump diz que EUA podem ficar ‘melhor’ sem acordo de paz com o Irã

Ataque ao Irã foi última e melhor chance de acabar com armas nucleares do regime, diz Trump
Ataque ao Irã foi última e melhor chance de acabar – Reprodução

Donald Trump afirmou que os EUA podem ficar “melhor” sem um acordo para encerrar a guerra com o Irã, em declarações feitas em um evento na Flórida.

Trump disse que as negociações por um acordo voltaram a emperrar e sugeriu que desistir do acerto pode ser a melhor saída. “Sinceramente, talvez seja melhor para nós não fazer acordo nenhum. Quer saber a verdade? Porque não podemos deixar isso continuar”, afirmou Donald Trump, em evento na Flórida.

Presidente repetiu que o conflito se arrasta e usou a frase para reforçar a pressão por um desfecho. “Já está durando tempo demais”, disse Trump, no mesmo evento.

Antes de viajar para a Flórida, Trump disse à CNN que não gostou da última proposta iraniana para encerrar a guerra. “Ir e simplesmente bombardear eles e acabar com eles para sempre? Ou a gente quer tentar fazer um acordo?”, declarou Trump.

Trump também atacou a lei que limita o uso de força militar sem autorização do Congresso e defendeu que a regra é inconstitucional. Em carta enviada a líderes do Legislativo, porém, ele argumentou que as “hostilidades” já terminaram.

O PRAZO DA LEI DE PODERES DE GUERRA

Na carta ao Congresso, Trump afirmou que ordenou um cessar-fogo de duas semanas em 7 de abril de 2026, depois prorrogado. “Em 7 de abril de 2026, ordenei um cessar-fogo de duas semanas. O cessar-fogo foi prorrogado desde então. Não houve troca de tiros entre as forças dos Estados Unidos e o Irã desde 7 de abril de 2026. As hostilidades que começaram em 28 de fevereiro de 2026 terminaram”, escreveu Trump, em carta ao Congresso.

Em outro discurso, Trump disse considerar “traição” afirmar que os EUA não estão vencendo a guerra com o Irã. A declaração ocorreu apesar de ele ter informado ao Congresso que o conflito teria sido encerrado.

OUTROS DESDOBRAMENTOS CITADOS PELA CNN

Pentágono anunciou que vai retirar cerca de 5.000 militares dos EUA da Alemanha ao longo de seis a 12 meses. A medida, segundo a CNN, ocorre após Trump dizer que estudava reduzir tropas no país depois de críticas do chanceler Friedrich Merz à guerra.

Trump ironizou a possibilidade de “tomar” Cuba e citou o porta-aviões USS Abraham Lincoln ao falar do tema. “Vamos fazer isso na volta do Irã. Vamos fazer ele [o porta-aviões USS Abraham Lincoln] entrar, parar a cerca de 100 jardas da costa, e eles vão dizer: muito obrigado, nós desistimos”, disse Trump, em evento na Flórida.

Presidente também comparou a ação dos EUA a pirataria ao comentar a apreensão de um navio de carga iraniano. “O navio parou. Eles usaram rebocadores e então nós pousamos em cima dele, em cima de todo o resto. … Nós tomamos a carga, tomamos o petróleo”, afirmou Trump, no mesmo evento na Flórida.

Irã reagiu à apreensão e chamou o episódio de pirataria, com promessa de retaliação. “Alertamos que as Forças Armadas da República Islâmica do Irã em breve responderão e retaliarão esta pirataria armada dos EUA”, disseram as Forças Armadas do Irã, em postagem no Telegram.

Autoridades dos EUA investigam ameaças por SMS a fuzileiros navais e familiares atribuídas a um grupo hacker ligado ao Irã. “Suas identidades são totalmente conhecidas por nossas unidades de mísseis, e cada movimento que vocês fazem está sob nossa vigilância”, diz uma das mensagens atribuídas ao grupo.

O Serviço de Investigação Criminal Naval dos EUA (NCIS, na sigla em inglês) disse que as ameaças não foram confirmadas e tendem a buscar pânico. “Esses tipos de campanhas de assédio digital e desinformação são monitorados rotineiramente pelas autoridades e, em geral, têm a intenção de causar alarme, e não de sinalizar um perigo físico real”, afirmou um porta-voz do NCIS, à CNN.

T CSM
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