A vacina pneumocócica 20-valente (VPC20) começou a ser incorporada nesta semana à rede pública e passa a integrar o calendário nacional de vacinação infantil, ampliando a proteção contra sorotipos da bactéria pneumococo, responsável por doenças como pneumonias, meningites e otites.
Na rede pública, a VPC20 substituirá gradualmente as vacinas pneumocócicas 10, 13 e a polissacarídica 23. Segundo as orientações divulgadas, crianças com esquema vacinal completo permanecem protegidas e não precisam reiniciar nem complementar a vacinação.
Durante o período de transição, enquanto ainda houver estoque da Pneumo 10, o esquema seguirá regras específicas. Bebês que iniciarem a vacinação receberão a Pneumo 20 na primeira dose, a Pneumo 10 na segunda e a Pneumo 20 no reforço. Já aqueles que receberam a primeira dose de Pneumo 10 tomarão a segunda dose e o reforço com Pneumo 20.
Crianças que já receberam as duas doses de Pneumo 10 terão o reforço com a Pneumo 20 a partir dos 12 meses. As que concluíram todo o esquema com Pneumo 10, aos 2, 4 e 12 meses, são consideradas adequadamente imunizadas e não precisam receber a nova vacina. As informações são da Agência Brasília.
Após o fim dos estoques da Pneumo 10, o esquema vacinal passará a ser feito exclusivamente com a Pneumo 20.
A gerente da Rede de Frio Central da SES-DF, Tereza Luiza Pereira, afirmou que a mudança representa um avanço na prevenção de doenças graves na infância. Segundo ela, a principal novidade é a ampliação da proteção, com a substituição de uma vacina que protegia contra dez sorotipos por outra capaz de proteger contra vinte.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) aponta a doença pneumocócica como a maior causa de mortalidade infantil por doença prevenível. No Brasil, entre 2023 e 2025, foram registrados 4,6 mil casos de meningite pneumocócica e 1,4 mil óbitos, com taxa de letalidade superior a 30%.