11/01/2026

Venezuela e Guiana concordam em não utilizar a força para resolver a questão de Essequibo.

Nesta foto divulgada pela assessoria de imprensa de Miraflores, o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro - (crédito: Zurimar Campos / Venezuelan Presidency / AFP)

Maduro e Ali decidiram que se encontrarão novamente no Brasil, em três meses ou em um novo prazo a ser acordado, para retomar as discussões sobre a questão territorial.

Os presidentes da Venezuela, Nicolás Maduro, e da Guiana, Irfaan Ali, acordaram nesta quinta-feira, 14, não utilizar a força “em nenhuma circunstância” para resolver a disputa territorial pela região de Essequibo, conhecida por sua riqueza petrolífera. O encontro ocorreu em Argyle, no arquipélago caribenho de São Vicente e Granadinas, e contou com a participação do assessor especial para Assuntos Internacionais, Celso Amorim, em representação ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Uma declaração conjunta com 11 tópicos foi emitida após a reunião.

Ambos os países concordaram que “qualquer controvérsia entre os dois Estados será resolvida em conformidade com o direito internacional, incluindo o Acordo de Genebra de 17 de fevereiro de 1966”. Neste acordo, o Reino Unido, colonizador da Guiana, reconheceu a existência de uma disputa territorial desde o século 19. Apesar disso, a Guiana alcançou sua independência no mesmo ano, e a questão permanece pendente desde então. No início do mês, Maduro patrocinou um plebiscito reivindicando a posse de Essequibo.

Maduro e Ali concordaram em realizar uma nova reunião no Brasil, daqui a três meses ou em um novo prazo a ser acordado, para retomar as discussões sobre a questão territorial. Um dos tópicos da declaração destaca que “os dois países concordaram em estabelecer imediatamente uma comissão conjunta dos ministros de Relações Exteriores e de técnicos dos dois Estados para tratar de questões mutuamente acordadas. Uma atualização desta comissão conjunta será submetida aos presidentes da Guiana e da Venezuela dentro de três meses.” O texto também menciona a escolha de Lula como um dos interlocutores internacionais, e o secretário-geral da ONU, António Guterres, como um dos observadores.

Tribuna Livre, com informações da AFP

Deixe um comentário

Leia também
Delcy Rodríguez troca comando da segurança e economia após anúncio de Trump sobre petróleo
Delcy Rodríguez troca comando da segurança e economia após anúncio de Trump sobre petróleo
Venezuela anuncia libertação de presos políticos como ‘gesto de paz unilateral’
Venezuela anuncia libertação de presos políticos como ‘gesto de paz unilateral’
Por que Trump apoiou vice de Maduro em vez de líder da oposição na Venezuela
Por que Trump apoiou vice de Maduro em vez de líder da oposição na Venezuela
Líderes guerrilheiros fogem para Colômbia após operação dos EUA na Venezuela, indica Exército
Líderes guerrilheiros fogem para Colômbia após operação dos EUA na Venezuela, indica Exército
Venezuela e EUA já conversam sobre retomada da exportação de petróleo, diz agência
Venezuela e EUA já conversam sobre retomada da exportação de petróleo, diz agência
Embaixador dos EUA é interrompido por protesto durante discurso sobre a Venezuela na OEA
Embaixador dos EUA é interrompido por protesto durante discurso sobre a Venezuela na OEA.
Regime venezuelano expulsa diplomatas franceses após tuíte de Macron
Regime venezuelano expulsa diplomatas franceses após tuíte de Macron
América Latina racha e reunião de emergência termina sem consenso sobre Venezuela
América Latina racha e reunião de emergência termina sem consenso sobre Venezuela
Ataque com faca e spray deixa 14 feridos no Japão
Ataque com faca e spray deixa 14 feridos no Japão
Zelensky anuncia que se reunirá com Trump em breve
Zelensky anuncia que se reunirá com Trump em breve
China e EUA enviam tropas para área próxima à Venezuela e mundo teme uma guerra
China e EUA enviam tropas para área próxima à Venezuela e mundo teme uma guerra
Panela de (alta) pressão: o espetáculo de intimidação de Trump contra Maduro
Panela de (alta) pressão: o espetáculo de intimidação de Trump contra Maduro

A sua privacidade é importante para o Tribuna Livre Brasil. Nossa política de privacidade visa garantir a transparência e segurança no tratamento de seus dados pessoais.