A Seleção Brasileira não pode achar que vai golear o Haiti em sua segunda partida na Copa do Mundo de 2026 na América do Norte, para a qual chega pressionada após um empate pouco convincente (1 a 1) contra o Marrocos, afirmou nesta terça-feira (16) o lateral-esquerdo Douglas Santos.
A pentacampeã do mundo teve uma estreia decepcionante no sábado, em Nova Jersey, e precisa somar os três pontos na sexta-feira, na Filadélfia, contra um adversário teoricamente mais fraco, para evitar dificuldades no Grupo C.
“Não podemos ter a soberba de falar que é o Haiti e que a gente vai golear”, defendeu o jogador do Zenit, em uma coletiva de imprensa em Basking Ridge, Nova Jersey, onde a Seleção está hospedada.
“Temos que ter os pés no chão, a humildade e saber que os três pontos são o mais importante nesse momento”, acrescentou.
Em sua primeira partida na Copa do Mundo desde 1974, quando não passou da primeira fase, a seleção do Haiti perdeu por 1 a 0 para a Escócia em uma confronto equilibrado disputado no sábado, em Boston.
“A gente está falando de uma seleção que é muito forte fisicamente, que tem intensidade, pelo menos eu pude ver no jogo que eles fizeram contra a Escócia, que tem se mostrado uma seleção muito qualificada. Então, será um jogo muito difícil, no qual o primeiro pensamento é pensar em vencer”, disse o defensor.
Titular no jogo contra o Marrocos, o lateral de 32 anos avaliou que a Seleção precisará “jogar muito mais” do que apresentou contra os marroquinos e deverá fortalecer a defesa, que sofreu pelo menos um gol em cada um dos últimos seis jogos.
Mas ele confiou que o time do treinador Carlo Ancelotti mostrará uma nova cara, livre da pressão e da ansiedade da estreia no torneio, que não conquista desde 2002.
“A gente sabe que estão acontecendo muitos jogos equilibrados, muitos empates (…) Então, temos que estar preparados emocionalmente e fisicamente para entregar o nosso melhor em todos os jogos”, opinou.
Douglas Santos afirmou que todos na Seleção estão esperançosos de que Neymar se recupere logo da lesão muscular na panturrilha direita, que o mantém fora dos gramados há um mês.
“Estamos orando para que ele se recupere 100%, porque estando 100%, vai nos ajudar bastante”, afirmou.