Moro defende lei mais rígida contra facções criminosas

Em pronunciamento nesta terça-feira (1º), o senador Sergio Moro (PL-PR) defendeu a adoção de uma legislação mais rigorosa contra as facções criminosas, com o objetivo de recuperar a paz e a tranquilidade em diferentes setores do país.

Moro citou a atuação do governo da Itália contra a máfia, a partir da década de 1980, e as ações mais recentes do presidente Nayib Bukele, de El Salvador, no enfrentamento ao crime organizado. Segundo o senador, essas experiências devem servir de referência diante do avanço das organizações criminosas no Brasil.

— Nós temos que nos espelhar nessas duas experiências porque nós vivenciamos uma situação calamitosa, especialmente nesses últimos quatro anos, quando o crime organizado tem avançado a passos largos, se infiltrando cada vez mais no domínio econômico e prejudicando as perspectivas da nossa economia, inclusive da competição leal entre as empresas — afirmou.

O senador também destacou que empresas controladas por organizações criminosas recorrem à coação e à intimidação para ampliar sua atuação no mercado. Na avaliação de Moro, o Estado brasileiro tem falhado em relação à cidadania e aos direitos humanos da população que vive sob o domínio dessas facções.

— Nós precisamos promover uma guerra contra essas facções, uma guerra com lei e ordem. Sou contra qualquer espécie de violência abusiva ou de bangue-bangue, mas nós temos que ter uma legislação rigorosa e nós temos que ter uma aplicação rigorosa dessa legislação contra gangues e facções. Quem tem que ter medo são os criminosos, e não o cidadão de bem. Essa lógica, infelizmente, se inverteu no nosso país.

T CSM
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