Feira de Planaltina une frescor, agricultura familiar e preços baixos no DF

Feira de Planaltina une frescor, agricultura familiar e preços baixos no DF

A Feira de Planaltina, no Distrito Federal, ocorre de terça-feira a domingo, entre 7 e 19 horas. Para movimentar a economia local o setor de hortifruti se destaca pelos alimentos frescos e variados, o que ajuda a girar a economia local. Moradores de diversas regiões da capital vão à feira em busca de qualidade e preços acessíveis.

O cultivo regional do DF e do entorno representa a base do fornecimento de alimentos que chegam às bancas das feiras. Segundo o Sindicato do Comércio Varejista de Feirantes de Brasília (Sindifeira-DF), grande parte das mercadorias estão ligadas à pequenos produtores. “A maior parte, vem do cinturão verde do DF e entorno, área dominada pela agricultura familiar”, explicou o sindicato.

Foto: Mariana Menhô/Jornal de Brasília

A diminuição do tempo entre a colheita e a venda, garante que os alimentos sejam comercializados frescos. De acordo com o Sindifeira-DF, é essa agilidade na distribuição que faz a diferença na mesa da população. “Os produtos são colhidos no mesmo dia que chegam às feiras.”

O que evidencia o diferencial entre a feira e o supermercado é a qualidade e os preços. Além disso, a associação considera fundamental essa modalidade de comércio, tanto para a população quanto para os pequenos fazendeiros, que vivem da agricultura familiar.

Para o Sindifeira, a combinação entre economia e excelência nos alimentos comercializados, consolida o papel das feiras no abastecimento da capital. O sindicato finaliza destacando o principal diferencial do espaço. “Garantia de alimentos fresquinhos de ótima qualidade e com um preço menor a população.”

Rafael Ventorim, engenheiro-agrônomo da Emater-DF, explica que a rápida comercialização ajuda na durabilidade do alimento. “Quanto menor o intervalo entre a colheita e a comercialização, maior a possibilidade de preservar o frescor”, pontua o engenheiro.

Ele orienta que hortaliças folhosas, como alface e couve, devem chegar ao consumidor em até 24 horas. Já alimentos como mandioca, couve, abóbora, repolho e batata doce, estão entre os itens com mais oferta nessa época do ano no Distrito Federal. Com destaque para produtores nas regiões de Planaltina, Brazlândia, Ceilândia e Gama.

O especialista ressalta ainda o impacto social dessa atividade econômica nas comunidades rurais. “As feiras aproximam produtores e consumidores e favorecem a oferta de alimentos frescos, ao encurtar o caminho entre a produção e a venda”, esclareceu Ventorim.

Foto: Mariana Menhô/Jornal de Brasília

“Esses espaços também são importantes para o fortalecimento da agricultura familiar, pois muitos dos alimentos comercializados são cultivados por produtores familiares nas próprias regiões onde as feiras acontecem. Ao comprar desses produtores, o consumidor valoriza a produção local e contribui para a geração de renda das famílias do campo”, acrescentou Rafael.

Para quem trabalha nas bancas é necessário muita dedicação e a reposição das mercadorias. Eliana Alves, feirante que atua há duas décadas no local, relata a dinâmica. “Maior parte chega todo dia”. Ela relata que a variedade de itens, como frutas, queijos, legumes, doces e temperos, funciona como um chamariz para o público que está em busca de um bom custo-benefício. “Precinho na hora, né? Não é a mesma coisa que o supermercado”, finalizou a comerciante.

Outro bom exemplo da diversidade no comércio da feira vem da banca de Gilberto Braga, um especialista em fitoterapia e temperos. Já fazem 30 anos que ele trabalha na feira de Planaltina, em sua banca há cerca de 138 tipos de temperos e 1.550 espécies de plantas. Gilberto ressalta a velocidade e o fluxo de vendas em sua banca. “Aqui o giro é grande, é uma movimentação sem fim”, explica o feirante.

Foto: Mariana Menhô/Jornal de Brasília

Quem frequenta o local relata que a relação entre custo e qualidade determina a preferência pelas bancas tradicionais acima das redes de supermercados. A moradora de Planaltina, Luana Nunes, visita a feira pelo menos uma vez no mês e declara sua preferência pelos produtos da feira. “Na feira é de mais qualidade e também o valor é melhor”, elucida Luana. A consumidora também ressalta a maior variedade de produtos disponíveis nas bancas.

T CSM

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