SEGURANÇA DIGITAL
Criminosos imitam pessoas e empresas para pedir dinheiro ou dados; orientações do CERT.br ajudam a reconhecer abordagens suspeitas.
Golpes digitais que usam inteligência artificial para imitar pessoas e empresas exigem cuidados que vão além de reconhecer uma voz ou conferir a aparência de uma mensagem. O Centro de Estudos, Resposta e Tratamento de Incidentes de Segurança no Brasil (CERT.br) alerta que criminosos podem fabricar áudios, imagens e vídeos para pedir dinheiro e recomenda confirmar informações por canais oficiais antes de agir.
O risco também foi abordado por Wilder Martins, responsável pela área de tecnologia da empresa de cibersegurança EXA, em conteúdo patrocinado publicado pelo Metrópoles em 27 de outubro. Segundo ele, a combinação de recursos tecnológicos com informações disponíveis na internet ajuda a tornar as abordagens convincentes, inclusive para usuários experientes.
Na avaliação do especialista, medo, ansiedade e expectativa são explorados para provocar decisões por impulso. Um pedido urgente atribuído a um familiar ou uma oferta muito abaixo do preço habitual pode reduzir o tempo dedicado à conferência da informação.
Voz conhecida não basta para confirmar um pedido
Em orientação divulgada em setembro, o CERT.br explica que as chamadas deepfakes são conteúdos falsos, como áudios e vídeos, usados para simular pessoas conhecidas e disseminar desinformação. A instituição também alerta para comprovantes de transferências e entregas fabricados com IA.
Por isso, diante de uma situação suspeita, a recomendação é desconfiar da pressão por uma resposta imediata. No caso de um pagamento, é necessário verificar o crédito na conta antes de considerar a operação concluída, em vez de aceitar apenas o comprovante recebido.
Como reduzir o risco de fraude
O Ministério das Comunicações explica que o phishing é uma tentativa de enganar o usuário para obter dados pessoais, bancários ou de acesso. A abordagem pode chegar por e-mail, SMS, aplicativos de mensagens ou páginas que imitam instituições.
Entre os sinais de alerta estão ameaças de bloqueio, vantagens inesperadas e solicitações de senhas ou códigos de autenticação. Para se proteger, o órgão orienta:
- Evitar links enviados por desconhecidos e digitar o endereço oficial no navegador.
- Conferir o site da instituição antes de fornecer informações.
- Ativar a autenticação em duas etapas e manter aplicativos e sistema atualizados.
O que fazer se os dados forem expostos
Se houver exposição de informações ou movimentações suspeitas, o ministério recomenda trocar imediatamente as senhas afetadas e comunicar a instituição financeira. Também orienta reunir mensagens e capturas de tela para auxiliar a apuração e, conforme o caso, registrar boletim de ocorrência.
Quem perder acesso a uma conta de mensagens ou rede social deve avisar os contatos por outros meios, para reduzir novas tentativas de fraude em seu nome.
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