Oi entra com ação contra suposto abuso de credores que foram acionistas da empresa

Oi entra com ação contra suposto abuso de credores que foram acionistas da empresa
Oi entra com ação contra suposto abuso de credores que – Reprodução

A Oi, em recuperação judicial, comunicou nesta terça-feira, 17, que entrou com uma ação na Justiça contra os fundos estrangeiros representados pelas gestoras Pimco, SC Lowy e Ashmore.

A Oi alega que esses fundos, que foram seus acionistas no passado, teriam exercido poder de controle e/ou influência de modo abusivo por meio de condutas para favorecer seus próprios interesses em detrimento dos demais credores.

Com isso, a Oi pediu uma liminar com medidas cautelares, incluindo arresto de créditos desses fundos estrangeiros contra a empresa e suspensão de direitos políticos/deliberativos e prerrogativas associados a esses créditos.

A Oi quer que seja declarado que os credores praticaram atos com abuso de poder de controle e abuso de direito, e que sejam condenados solidariamente ao pagamento de indenização por todos os danos alegados contra a companhia, a serem apurados em liquidação de sentença, bem como honorários e demais medidas indicadas na petição inicial.

O processo corre na 7ª Vara Empresarial do Estado do Rio de Janeiro. O valor atribuído à causa foi de R$ 100 mil. O comunicado da Oi foi assinado por Bruno Rezende, escolhido para assumir a empresa como um gestor judicial após o afastamento da diretoria da operadora no ano passado.

A gestora de recursos Pimco, SC Lowy e Ashmore foram credoras da Oi e passaram a figurar como principais acionistas após a conversão de dívidas em ações, conforme previsto neste plano de recuperação judicial. Mas ao longo do ano passado se desfizeram das posições na empresa.

A ação para responsabilização divulgada nesta terça-feira, 17, marca mais um capítulo da briga entre as partes que vem se agravando.

Em 2025, a Oi chegou a ter a falência decretada pela 7ª Vara Empresarial do Rio, o que mais tarde foi revertido pelo Tribunal de Justiça (TJ) do Estado a pedido de bancos credores. Na mesma ocasião, a desembargadora do TJ Mônica Maria Costa di Piero determinou a apuração da responsabilidade dos credores na crise da Oi.

Nos autos, a Pimco já rebateu as acusações, afirmando que seu papel nunca passou de uma “mera gestora” dos fundos, e que nunca exerceu qualquer forma de controle sobre a companhia.

Mais recente, um grande grupo de credores do qual a Pimco faz parte, protestou na Justiça contra os termos da venda da participação da Oi na V.tal, empresa de telecomunicações. O ativo é um dos passos mais importantes do atual processo de recuperação da Oi. Segundo os credores, o processo foi moldado para não atrair muitos interessados e espremer o valor da venda.

Estadão Contéudo

T CSM

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