Comissão da Câmara aprova plano para debater mudanças no Código de Trânsito

Comissão da Câmara aprova plano para debater mudanças no Código de Trânsito
Comissão da Câmara aprova plano para debater mudanças no Código – Reprodução

A comissão especial da Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (11) o plano de trabalho do relator, deputado Aureo Ribeiro (Solidariedade-RJ), para analisar alterações no Código de Trânsito Brasileiro (CTB). Criada no fim de fevereiro, a comissão examina o Projeto de Lei 8085/14, do Senado, e 270 projetos apensados.

Entre os temas em debate, destaca-se a redução da idade mínima para a primeira habilitação para 16 anos, com audiência pública prevista para 1º de abril. O relator defendeu a medida argumentando que jovens de 16 anos já têm responsabilidade para votar e, portanto, podem dirigir. ‘Como o jovem de 16 anos pode votar, também pode dirigir. Se tem responsabilidade para escolher quem vai governar o país, também pode dirigir no nosso país. A gente quer ampliar essa discussão’, afirmou Ribeiro.

O cronograma inclui outras audiências: em 25 de março, sobre formação de motoristas; em 8 de abril, novas regras para exames médicos, psicológicos e toxicológicos; e em 15 de abril, limites de velocidade, radares móveis e o sistema de cobrança de pedágio livre (free flow).

Ribeiro enfatizou a necessidade de atualizar o CTB para compatibilizar com transformações sociais, tecnológicas e urbanas. Ele apontou problemas como a educação no trânsito, multas enviadas por correio, cobrança de pedágios, sinalização inconsistente em rodovias e a obrigatoriedade de exames em clínicas credenciadas, mesmo para motoristas que fizeram check-ups recentes. ‘Muda o tempo, de 40 [km/h] para 50, depois 60, volta pra 25. É impossível não ser multado no nosso país’, criticou.

Além do plano principal, a comissão aprovou três audiências adicionais sobre segurança viária, exame psicotécnico e critérios da prova prática de direção, a pedido do presidente Coronel Meira (PL-PE) e do 1º vice-presidente Fausto Pinato (PP-SP).

Durante a reunião, representantes de autoescolas e especialistas criticaram a precarização do ensino no trânsito, com redução da carga horária de aulas práticas e facilitação de exames, incluindo a proposta de retirar a baliza, o que colocaria condutores inaptos nas ruas. A Mobilização Nacional de Médicos e Psicólogos defendeu os exames de saúde mental, física e psicológica como ‘trava de segurança coletiva’, criticando a remoção gradual desses filtros por políticas recentes.

Com informações da Agência Senado

T CSM

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