O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) distribuiu o inquérito sobre a morte da policial militar Gisele Alves Santana para a Vara do Júri da Capital, especializada em crimes dolosos contra a vida, como homicídio e feminicídio.
Gisele foi encontrada com um tiro na cabeça em 18 de fevereiro, no apartamento onde morava com o marido, o tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, na capital paulista. Inicialmente, o caso foi reportado como suicídio pelo militar, que estava no local e chamou socorro. Posteriormente, o registro foi alterado para morte suspeita.
Um laudo necroscópico inicial, realizado em 19 de fevereiro pelo Instituto Médico Legal (IML), já mencionava lesões na face e no pescoço na lateral direita da vítima. Após exumação do corpo, um novo laudo, datado de 7 de março, apontou lesões contundentes na face e na região cervical, compatíveis com pressão digital e escoriação causada por unhas.
A Secretaria da Segurança Pública de São Paulo (SSP) informou que a Polícia Civil colhe depoimentos e aguarda laudos complementares para subsidiar as investigações. O caso é apurado sob sigilo, com acompanhamento da Corregedoria da Polícia Militar, e a tipificação pode ser revista a qualquer momento, sem prejuízo ao inquérito.