Por Joana Alves
Brasília assumiu, no ano passado, a liderança nacional na venda de carros elétricos, conforme a Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE), com 2413 carros vendidos no DF, superando até a cidade de São Paulo (SP).
Brasília lidera
O carro elétrico pode ter um custo maior, mas se torna uma opção viável ao consumidor que procura tecnologia, economia e isenção do IPVA no DF
O carro elétrico, antes visto como inovação distante, hoje entra como opção de economia no cálculo do consumidor comum, no dia a dia e até no trabalho de motoristas de aplicativo. Para muitos, o investimento representa uma forma de reduzir o custo de vida na capital brasiliense.
A conta fecha
A Isenção do IPVA, menores custos com manutenção e recargas mais baratas são alguns dos atrativos que levam brasilienses a trocarem o carro à combustão por carros elétricos, que hoje já fazem parte do cenário da cidade.
A motivação para essa mudança no comportamento do consumidor tem motivo: a economia em comparação com veículos a combustão.
A percepção vem de quem entende a demanda do consumidor, a consultora de vendas da marca de carros elétricos BYD, Bruna Leal.
“A economia é o principal fator. O cliente não quer mais pagar de forma alguma gasolina e ele entende que isso gera uma economia para o bolso dele “, diz a consultora que atua no mercado de carros elétricos há dois anos.
Segundo ela, que já trabalhou também com a venda de carros a gasolina no passado, o comportamento do consumidor mudou rapidamente de uns anos pra cá.
Se antes havia apenas curiosidade, hoje existe real intenção de compra.
“O público que vem hoje é bem analítico. Eles estudam muito antes de vir e já chegam entendendo que o carro elétrico reduz custo no dia a dia”, explica.
Redução de gastos
Além da opção de instalar um ponto de recarga em casa, consumidores podem abastecer em pontos de recarga na cidade. “Recebo relatos que mesmo recarregando nos totens de recarga mais caros da cidade, ainda assim estão tendo cerca de 50% de economia com relação à gasolina”, afirma a vendedora.
A redução de custos também aparece na manutenção, um dos pontos menos visíveis, mas que impacta diretamente o orçamento ao longo do tempo.
“O carro elétrico tem 3 mil peças a menos do que um carro a combustão. As revisões são programadas e bem mais baratas”, explica Bruna.
Segundo ela, a ausência de itens tradicionais faz diferença: “Você não tem aquela manutenção de troca de óleo, troca de filtro. Isso não tem.”
A isenção total do IPVA no DF para carros elétricos é um dos principais incentivos fiscais para a aquisição do bem e um dos atrativos principais dos consumidores na prática, a economia aparece na soma de todos esses fatores. “Revisão mais barata, isenção de IPVA, recarga mais barata… percebe que há uma grande economia todos os meses”, resume.
Quem compra?
Em Brasília, o impacto financeiro é ainda mais evidente em perfis que dependem diretamente do carro para renda e isso reflete no perfil de consumidor também.
“Os motoristas de aplicativo vão mais para o elétrico porque eles realmente buscam a economia”, conta. Segundo ela, o aumento da procura dos motoristas por carros elétricos é tanta que ajuda a impulsionar o nicho. “Hoje eles são os nossos garotos propaganda.”
O comportamento de consumo muda também dentro das famílias, segundo ela, é comum compradores que voltam trazendo familiares e amigos para trocar o carro a gasolina pelo carro elétrico “O cliente compra comigo, daqui a pouco vem a esposa, depois do irmão. Então a economia é percebida pelas pessoas ao redor também.”
Para a vendedora para a maioria dos clientes, o atrativo é o menor gasto “O que eles têm buscado é economia, principalmente com a gasolina em alta”, diz.
Supervisão de Luiz Claudio Ferreira