O município de Uauá, no norte da Bahia, foi palco, nesta terça-feira (29), do lançamento oficial de projetos aprovados no âmbito do Programa Ecoforte. A solenidade ocorreu no auditório do Centro Territorial de Educação Profissional do Sertão do São Francisco II – Antônio Conselheiro (CETEP) e reuniu cerca de 150 pessoas, incluindo agricultores, representantes de organizações sociais, gestores públicos e parceiros institucionais.
Durante o evento, foram assinados quatro projetos apoiados pelo programa, direcionados ao fortalecimento da agroecologia e das redes territoriais no Semiárido baiano. As iniciativas incluem a Estruturação e Fortalecimento da Rede Central da Caatinga no Semiárido Baiano, proposto pelo Instituto Regional da Pequena Agropecuária Apropriada (IRPAA); o Fortalecimento e Estruturação de Rede: COOPERCUC, apresentado pela Cooperativa Agropecuária Familiar de Canudos, Uauá e Curaçá (COOPERCUC); a Estruturação e Fortalecimento da Rede de Agroecologia do Baixo Sul e Vale do Jiquiriçá, do Serviço de Assessoria a Organizações Populares Rurais (SASOP); e a Estruturação e Fortalecimento da Rede Araripe, executado pela ONG Caatinga.
A secretária-executiva da Comissão Nacional de Agroecologia e Produção Orgânica (CNAPO), Patrícia Tavares, enfatizou o papel do programa na transformação dos sistemas alimentares, com impactos da produção ao consumo, e no fortalecimento das organizações sociais. Ela destacou a capacidade do Ecoforte de articular, integrar e impulsionar políticas públicas nos territórios.
Gisele Maria, presidente da Central da Caatinga, ressaltou a relevância da iniciativa para os territórios, afirmando que o programa fortalece redes territoriais e adequa ações às demandas das comunidades, articulando organizações para produção e comercialização de alimentos.
O evento também deu visibilidade à retomada do Programa Ecoforte no território e reforçou a importância das parcerias institucionais para o desenvolvimento rural sustentável. Marcelo Fragozo, diretor da Mesa de Diálogos da Secretaria Nacional de Diálogos Sociais e Articulação de Políticas Públicas da Secretaria-Geral da Presidência da República (SNDS/SG/PR), apontou que o programa contribui para enfrentar desafios complexos da sociedade por meio da articulação de participação social, escuta e cooperação governamental.
Clerison Belém, do IRPAA, afirmou que o lançamento reafirma um projeto de sociedade, integrando políticas públicas e promovendo a articulação entre elas no território. Baseados na agroecologia e nos princípios da convivência com o Semiárido, os projetos articulam produção, organização social e uso sustentável dos recursos naturais, contribuindo para a geração de renda, o fortalecimento da agricultura familiar e a consolidação do Semiárido como território de vida, trabalho e permanência, além de promover a manutenção da Caatinga.