entenda o que é a doença e quais são os sintomas

A confirmação do primeiro caso de febre Oropouche no estado do Goiás despertou atenção das pessoas para entender como o vírus é transmitido, saber como identificar e tratar os sintomas, assim como formas de prevenção da doença. Em 2025, o Brasil registrou aproximadamente 12 mil casos da doença, com cinco óbitos confirmados e dois em investigação.

Transmitida pelo inseto Culicoides paraensis (maruim), também conhecido como mosquito-pólvora, a febre Oropouche apresenta sintomas parecido com a dengue, como febre, dor no corpo, tontura.

No entanto, o vírus Oropouche, que tem como hospedeiro o mosquito-pólvora ou maruim, possui uma alta taxa de reaparecimento dos sintomas, o que acaba se tornando um dos maiores diferencias da doença. Segundo a Secretaria de Saúde do Estado de Goiás (SES-GO), o reaparecimento dos sintomas pode ocorrer em até 60% dos pacientes.

“Isso significa que após uma aparente melhora dos sintomas, que duram de 2 a 7 dias, cerca de metade dos pacientes apresenta novamente transtornos como dor de cabeça intensa, dor muscular e febre. A volta dos sintomas ocorre de uma a duas semanas após o início da doença”, destacou a secretaria.

A pasta ainda reforça ainda que, assim como a dengue, não há tratamento específico para a febre Oropouche. Na ocasião do diagnóstico, o tratamento é feito para os sintomas que surgem.


Conheça detalhes sobre a doença

  • A transmissão é feita principalmente pelo mosquito-pólvora;
  • Depois de picar uma pessoa ou animal infectado, o vírus permanece no inseto por alguns dias;
  • Quando o inseto pica uma pessoa saudável, ele pode transmitir o vírus;
  • No ciclo silvestre, bichos-preguiça e primatas não-humanos (e possivelmente aves silvestres e roedores) atuam como hospedeiros;
  • No ciclo urbano, os humanos são os principais hospedeiros do vírus. O inseto Culicoides paraensis também é o vetor principal;
  • O inseto Culex quinquefasciatus, vetor principal da filariose bancroftiana e encontrado em ambientes urbanos, também pode transmitir o vírus .

Entre as medidas de prevenção estão o uso de repelentes nas áreas expostas do corpo; o uso de roupas compridas de cor clara; e de mosquiteiros e telas ultrafinas nas residências.

Segundo informações da nota técnica 117/2024 do Ministério da Saúde, não há, até o momento, comprovação da eficácia do uso de repelentes contra o maruim. Porém, sua utilização é recomendada, principalmente para proteção contra outros mosquitos, como, por exemplo, Culex spp (pernilongo), Aedes aegypti.

Primeiro caso é alerta para GO

A SES-GO confirmou o primeiro caso de febre Oropouche no estado. Segundo a pasta, o paciente diagnosticado com o vírus é um homem adulto que mora em Anápolis (GO).

O homem deu entrada em uma unidade de saúde da cidade, em 24 de março, apresentando sintomas como erupção cutânea avermelhada (exantema), febre e tontura.

Ele apresentou sintomas leves e já está curado. Segundo a pasta, durante a confirmação, foi possível identificar que não se trata de caso importado, mas sim de transmissão local.

Segundo a subsecretária de Vigilância em Saúde da SES-GO, Flúvia Amorim, é importante reforçar as medidas de proteção de ambientes, uso de repelentes e eliminação de criadouros, que no caso do maruim, incluí matérias orgânicas como folhas e restos de alimentos no chão.

“O monitoramento da febre Oropouche já é realizado e a população deve estar atenta à eliminação dos criadouros e aos cuidados para evitar o contato com o mosquito”. Não há motivo para pânico, mas devemos divulgar as informações para auxiliar no diagnóstico correto, na continuidade da vigilância laboratorial e no controle dos vetores”, reforça Flúvia.

A equipe da Subsecretaria de Vigilância em Saúde da SES-GO faz o acompanhamento do trabalho de monitoramento e investigação realizado pela vigilância epidemiológica da Regional de Saúde e da Secretaria Municipal de Saúde de Anápolis.

Curiosidade sobre o nome do vírus

O nome Oropouche vem do lugar onde o vírus foi identificado pela primeira vez.

Ele foi descoberto na década de 1950 na região do rio Oropouche, localizado na ilha caribenha de Trinidad e Tobago.

Na ciência, é comum batizar o nome de vírus tendo como referência o local da descoberta, dessa forma há uma identificação geográfica sobre a incidência dos casos.

 

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