PIB do Chile contraiu no 1º trimestre devido ao fraco desempenho das exportações

O Produto Interno Bruto (PIB) do Chile contraiu 0,5% no primeiro trimestre de 2026 em comparação com o ano anterior, o pior desempenho em 17 anos, devido à queda nas exportações e na mineração, informou o Banco Central nesta segunda-feira (18).

“No primeiro trimestre de 2026, a atividade econômica caiu 0,5% em comparação com o mesmo período do ano anterior”, afirmou o Banco Central em seu relatório de Contas Nacionais, que mostra um desempenho mais fraco no comércio exterior devido a “uma queda nas exportações e um aumento nas importações”.

O primeiro trimestre abrange o período final do governo do esquerdista Gabriel Boric, que passou o poder para o direitista José Antonio Kast em 11 de março.

O indicador trimestral é o pior desde 2009, comentou o ministro da Economia e Mineração, Daniel Mas, em sua conta na rede X.

Segundo o Banco Central, nos primeiros três meses de 2026, as exportações caíram 4,9%, enquanto as importações de bens e serviços cresceram 2%.

A queda no PIB também foi influenciada por uma redução de 5,4% nas atividades agrícolas e florestais e de 3,1% na mineração.

O Chile é o maior produtor mundial de cobre, respondendo por quase um terço da oferta global, e o segundo maior produtor de lítio, ambos metais essenciais para a produção de veículos elétricos e dispositivos tecnológicos.

O setor de mineração é responsável por entre 10% e 15% da geração do PIB.

A indústria do cobre enfrenta, por um lado, uma alta histórica nos preços internacionais do cobre e, por outro, uma queda de 1,6% na produção, principalmente devido ao envelhecimento das minas.

A economia chilena registrou crescimento do PIB de 2,5% em 2025.

– “Recuperar o crescimento” –

O novo governo Kast considera esse desempenho baixo e propôs ao Congresso uma reforma econômica para alcançar um crescimento de até 4% até o final de seu mandato, em 2030.

O plano, atualmente em discussão na Câmara dos Deputados, inclui uma redução do imposto de renda corporativo para grandes empresas, de 27% para 23%. A oposição de esquerda critica a medida, acusando o governo de “favorecer os mais ricos”.

“Retomar o crescimento econômico é uma obrigação moral para voltarmos ao caminho das oportunidades, do desenvolvimento e da melhoria da vida de nossos compatriotas”, acrescentou o ministro Mas, que pediu aos parlamentares que aprovem a reforma proposta por Kast.

T CSM
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