“Criminoso”
Autor da ação alega que foi chamado indevidamente de “criminoso” pela cantora e perdeu dois empregos após linchamento virtual
Cantora Ana Castela. (Foto: Divulgação)
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A cantora Ana Castela, conhecida como “Boiadeira”, tornou-se ré em uma ação indenizatória que pode custar mais de R$ 761 mil. O processo foi aberto em fevereiro por Dalton de Oliveira Rodrigues Vieira, que alega ter sido falsamente acusado pela artista de cumplicidade em um caso de maus-tratos a um cavalo ocorrido em Bananal, no interior de São Paulo, em agosto de 2025.
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O que aconteceu?
Quando imagens do cavalo — que teve as patas mutiladas — viralizaram nas redes sociais, Ana Castela publicou stories em seu Instagram expondo a foto de Dalton e o chamando de “criminoso”. O problema, segundo ele, é que sua participação no caso se limitou à condição de testemunha. O único acusado e condenado pelo crime foi Andrey Guilherme Nogueira de Queiroz, em sentença proferida em dezembro de 2025.
As consequências para Dalton
Na ação, o homem alega que Ana Castela agiu sem verificar os fatos, iniciando uma campanha de linchamento virtual. O post da artista teria sido republicado e difundido massivamente por terceiros, gerando engajamento e lucro para a cantora com o uso indevido de sua imagem. As consequências, segundo ele, foram graves: demissão de dois empregos, abalos psicológicos e necessidade de acompanhamento médico.
O que ele pede na Justiça?
O autor pede indenização por danos morais de R$ 700 mil e cerca de R$ 61 mil por lucros cessantes — o valor que teria deixado de receber com a perda dos empregos. Além disso, exige que a cantora se retrate publicamente. Além da ação civil, Ana Castela é alvo de processo criminal, com acusações de prática dos delitos de calúnia, difamação, injúria e ameaça.
Até o momento, não há decisão definitiva sobre o caso, que segue em tramitação na Justiça. A defesa da cantora não teve posicionamento detalhado divulgado publicamente. O espaço segue aberto para manifestações da equipe de Ana Castela.