Ancelotti terá mudanças na comissão técnica e prepara reformulação da seleção brasileira

Carlo Ancelotti decidiu aceitar a renovação de contrato antes mesmo da Copa do Mundo na América do Norte e terá trabalho para construir a seleção brasileira à sua maneira nos próximos quatro anos.

Como foi contratado em maio de 2025, o italiano teve pouco mais de um ano de trabalho na seleção até a Copa do Mundo e viu o Brasil fracassar nos Estados Unidos. A queda precoce, nas oitavas de final, com derrota para a Noruega, não o fez repensar seus planos.

“Não é um fim, é o início de um novo ciclo”, afirmou o treinador, que julga ter sido bom o seu trabalho de 13 meses à frente da seleção pentacampeã.

“O futebol é assim. Às vezes é preciso lidar com a tristeza de uma derrota. Estamos acostumados com isso e vamos transformar essa derrota em um novo impulso para o trabalho e para a evolução dos jogadores”.

Ele foi o quarto treinador neste ciclo que se encerra agora e que teve Ramon Menezes, Fernando Diniz e Dorival Júnior. Nenhum conseguiu fazer a seleção ser consistente, tanto que a campanha nas Eliminatórias foi a pior da história.

Ancelotti está garantido, mas sua comissão técnica será modificada. Seu filho, Davide Ancelotti, vai comandar o Lille, da França, e novamente deixará o cargo de auxiliar. Outro que pode sair é o preparador de goleiros Taffarel. Houve algumas críticas internas sobre a condução da lista de goleiros, sem renovação.

A manutenção do coordenador de seleções, Rodrigo Caetano, também não está assegurada, embora o profissional já faça projeções sobre o próximo ciclo.

“Tenho de olhar mais para frente com esperança e expectativa que a gente tenha um ciclo mais normal, dentro daquilo que é ideal para o futebol e para o esporte de alto rendimento, que é você planejar com mais tempo e com mais calma”, disse Rodrigo Caetano.

Como será a renovação da seleção brasileira

Ancelotti diz a pessoas próximas que está entusiasmado com a chance de ele poder liderar a renovação em um ciclo completo. Serão quatro anos que ele entende que poderá fazer a profunda oxigenação no elenco que não fez em 13 meses, trazendo de volta atletas como Casemiro, de 34 anos.

Ele, Marquinhos, Danilo, Alex Sandro e Neymar não estarão na próxima Copa, embora exista a possibilidade de continuarem na equipe ainda por mais alguns meses antes de passarem o bastão. “Temos que assumir essa culpa para que as próximas gerações possam ter tranquilidade para trabalhar”, reconheceu o capitão Marquinhos.

As observações de jogadores para o ciclo de 2030 começaram ainda na preparação para a Copa do Mundo de 2026. Jovens como o lateral-esquerdo Kaiki Bruno, de 23 anos, do Cruzeiro, e o zagueiro Vitor Reis, ex-Palmeiras e que pertence ao Manchester City, de 20 anos, foram convocados para amistosos e apareceram na pré-lista para o Mundial da América do Norte e certamente estarão entre os atletas que devem ganhar chance no novo ciclo.

Rayan, de 19 anos, também ganhou oportunidade em amistoso para a comissão técnica conhecê-lo melhor pensando no futuro, mas agradou tanto que Ancelotti antecipou sua utilização, o levando já para 2026. O mesmo ocorreu com Endrick. Ajudou o fato de dois jogadores importantes estarem machucados, caos de Rodrygo e Estêvão.

Outro zagueiro que deve aparecer nas primeiras convocações é Natan, de 25 anos, ex-Flamengo e Bragantino, e atualmente no Bétis. Ele foi uma das surpresas na pré-lista da Copa. Nem tão jovem, Gabriel Sara, de 27 anos, do Galatasaray, teve chance em listas pré-Copa e pode continuar a ser observado.

Ancelotti recomeça o trabalho em setembro, mês dos primeiros amistosos do Brasil pensando na Copa do Mundo de 2030, a ser disputada em Espanha, Portugal e Marrocos. Há dois jogos marcados contra a Austrália, nos dias 25, em Townsville, e 29, em Brisbane.

T CSM
Fábio Andrade Contabilidade - Contador em Santa Maria DF
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