Bilionário Leon Black não comparece a depoimento no Congresso dos EUA em caso Epstein

Bilionário Leon Black não comparece a depoimento no Congresso dos EUA em caso Epstein

O investidor bilionário americano Leon Black não se apresentou nesta quinta-feira (3) ao Congresso para prestar depoimento sobre seus vínculos com o falecido criminoso sexual Jeffrey Epstein, e, em contrapartida, apresentou uma ação judicial.

Diante da ausência, legisladores da oposição democrata pediram o início de procedimentos de desacato ao Congresso contra ele.

Black entrou com uma ação judicial contestando as intimações, argumentando que os congressistas excederam sua autoridade ao exigir acesso a acordos de confidencialidade que ele assinou com mulheres que não possuem ligação conhecida com Epstein.

“É uma vergonha que Leon Black se esconda atrás de litígios em vez de dar respostas ao povo americano”, declarou James Comer, presidente republicano do Comitê de Supervisão da Câmara de Representantes.

O principal democrata do comitê, Robert Garcia, pediu que o bilionário seja declarado em desacato ao Congresso.

Epstein morreu sob custódia federal em 2019 enquanto aguardava julgamento por acusações de tráfico sexual de menores, em um caso que foi determinado como suicídio.

Ele tinha estreitos vínculos com diversas figuras das elites política e empresarial, e Black — cofundador da Apollo Global Management — foi um de seus principais clientes.

Durante uma audiência perante o comitê em junho, o investidor reconheceu que pagou 158 milhões de dólares (810 milhões de reais, na cotação atual) a Epstein por consultoria fiscal e planejamento patrimonial. Mas afirmou que não sabia sobre as atividades criminosas do financista e negou ter abusado de mulheres.

A sessão terminou abruptamente depois que Black se recusou a responder a perguntas sobre acordos de confidencialidade, o que levou os congressistas a intimá-lo a retornar para um depoimento sob juramento, gravado em vídeo, e a entregar os documentos.

A ação judicial apresentada pelo investidor sustenta que as exigências dos legisladores não possui “qualquer conexão legítima” com o propósito do comitê e poderiam expor mulheres que assinaram acordos de confidencialidade.

T CSM

TRIBUNA LIVRE BRASIL

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