Bolsonaro compara fiscalização do Pix a interesse amoroso velado

O então presidente Jair Bolsonaro e a então primeira-dama, Michelle Bolsonaro, durante um evento no Palácio do Planalto em 2021 - (crédito: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

“Ninguém manda flores para uma mulher se nós não temos alguma intenção com ela”, disse o ex-presidente ao falar sobre o aumento da fiscalização proposto pelo governo Lula

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) comparou nesta segunda-feira (20/1), o interesse do governo em aumentar a fiscalização do Pix com o interesse romântico que os homens teriam ao enviar flores a uma mulher. Segundo o ex-presidente, ninguém manda flores a uma mulher sem ter uma intenção oculta.

“(Quando o governo) faz uma instrução normativa, ele quer alguma coisa. Ninguém manda flores, nós homens, para as mulheres se nós não temos alguma intenção com elas. Namorar, (se está) apaixonado, a não ser que seja aniversário dela, outra data qualquer”, disse Bolsonaro ao canal AuriVerde Brasil.

“O Jair Bolsonaro que criou o Pix, o Lula começou a preparar o clima para todos que ganhavam mais que R$ 5 mil por mês, de uma forma de outra terem um encontro com o erro”, emendou.

O ex-presidente se referia à normativa da Receita Federal que aumentava a fiscalização sobre as transações financeiras, incluindo o Pix. Com uma forte atuação nas redes sociais, a oposição conseguiu pressionar o governo a voltar atrás, o que foi visto por especialistas como um tiro no pé.

Bolsonaro não criou o Pix

A afirmação de Bolsonaro sobre ter criado o Pix é falsa. Em 2022, o então candidato usou o Pix como um dos trunfos de seu governo, mas quando a ferramenta foi lançada, em 2020, Bolsonaro não sabia do que se tratava.

Em 5 de outubro daquele ano, cerca de um mês antes do lançamento do Pix, Bolsonaro foi elogiado por um apoiador na saída do Palácio da Alvorada pela iniciativa. Ele confundiu o Pix com um assunto de aviação civil e, quando corrigido pelo apoiador, disse não ter tomado conhecimento.

Na campanha eleitoral de 2022, o sindicato dos servidores do Banco Central (Sinal) rebateu as falas de Bolsonaro sobre o assunto depois de uma entrevista do então presidente ao Jornal Nacional.

Tribuna Livre, com informações do canal  AuriVerde Brasil.

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