Mônica Bergamo
Folhapress
A CDJor (Coalizão em Defesa do Jornalismo) iniciou na segunda-feira (16) um monitoramento de ataques contra jornalistas e outros profissionais da comunicação durante as eleições de 2026.
A iniciativa vai acompanhar episódios de violência e restrições à liberdade de imprensa tanto no ambiente digital quanto fora dele até 27 de outubro, data prevista para o segundo turno.
O levantamento reunirá casos de ataques offline relatados às organizações que integram a coalizão e publicações nas plataformas X, Instagram e TikTok. As duas primeiras são consideradas as redes mais utilizadas por candidaturas e atores políticos, enquanto o TikTok passou a integrar o monitoramento após o nível de toxicidade registrado nas eleições de 2024.
A análise digital terá parceria técnica do Labic (Laboratório de Estudos sobre Imagem e Cibercultura), da Universidade Federal do Espírito Santo. Serão monitoradas publicações de candidatos à Presidência, aos governos estaduais e ao Senado dirigidas a jornalistas e veículos de atuação nacional e estadual, além de postagens e comentários de usuários em geral que contenham hashtags e expressões hostis ao trabalho jornalístico.
Uma novidade desta edição será a análise qualitativa de discursos misóginos dirigidos a mulheres jornalistas durante o período eleitoral. A CDJor prevê divulgar boletins quinzenais com os principais dados do levantamento e dois relatórios analíticos, um ao fim de cada turno, com uma avaliação dos ataques registrados.
Integram a coalizão a ARTIGO 19 Brasil e América do Sul, Abraji, Ajor, Jeduca, CPJ, Fenaj, Instituto Vladimir Herzog, Instituto Tornavoz e Repórteres Sem Fronteiras.