Curso da SES-DF capacita policiais e bombeiros sobre internação involuntária

O primeiro encontro teve como foco a internação involuntária e os procedimentos adotados em situações de emergência psiquiátrica, além de orientações para uma abordagem mais humanizada de pessoas em situação de rua que estejam em crise de saúde mental.

A subsecretária de Saúde Mental da SES-DF, Fernanda Falcomer, destacou a integração entre os órgãos como um avanço na execução das políticas públicas. “Este é um grande passo que estamos dando juntos”, afirmou.

Segundo Falcomer, a internação involuntária ocorre de forma pontual, mediante decisão médica, e conta com comunicação prévia ao Ministério Público. A medida tem como objetivo preservar a saúde física e mental da pessoa atendida.

“A internação não é punição. É para salvar a vida de uma pessoa”, explicou a subsecretária. Ela ressaltou ainda que situações relacionadas a conflitos com a lei permanecem sob responsabilidade das autoridades policiais, enquanto a duração da internação é determinada exclusivamente por critérios médicos.

“A pessoa não ficará internada para sempre. Será apenas pelo período necessário para estabilização”, acrescentou.

Durante a capacitação, a psicóloga Lucciana Souza, do Núcleo de Saúde Mental do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência do Distrito Federal (Samu-DF), apresentou informações sobre o atendimento a emergências psiquiátricas. Segundo ela, esse tipo de ocorrência representa o terceiro maior número de chamados recebidos pelo serviço.

A profissional explicou o funcionamento da Regulação Médica na definição das portas de entrada da rede de saúde e apresentou as possibilidades de atendimento por meio de teleatendimento em saúde mental. Também foram abordados os procedimentos para acionar o recurso mais adequado a cada situação.

“A avaliação acontece de acordo com os critérios clínicos e legais”, afirmou Souza.

Os participantes também receberam orientações sobre técnicas de abordagem de pessoas em situações de crise de saúde mental. Os exemplos apresentados durante o curso mostraram como alguns pacientes podem mascarar sintomas de uma emergência psiquiátrica, o que reforça a necessidade de avaliação especializada, acolhedora e adequada para definir a conduta de saúde.

Para a psicóloga, a capacitação dos diferentes profissionais envolvidos nesses atendimentos é fundamental para garantir uma atuação mais humanizada e resolutiva.

“É quando passamos a enxergar aquele sujeito para além das limitações dos protocolos e encaminhamentos”, concluiu Souza.

O curso reúne profissionais de diferentes áreas da administração pública e busca ampliar a integração entre os serviços de saúde, assistência social e segurança pública no atendimento à população em situação de rua, especialmente diante de situações que envolvam sofrimento ou crise de saúde mental.

T CSM
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