DF é a segunda unidade do país que mais cresce em serviços em 2026

Por Thamires Pinheiro

O Distrito Federal registrou o segundo maior crescimento do país no setor de serviços no acumulado de 2026. De janeiro a junho, o volume de serviços avançou 9,1% em relação ao mesmo período do ano passado, segundo dados divulgados nesta quarta-feira (12/8) pelo IBGE. Apesar do resultado positivo, o setor perdeu força nos últimos meses e chegou à terceira queda consecutiva em junho, com recuo de 1,6% na comparação com maio.

Essa perda de fôlego recente, no entanto, não apaga o saldo positivo de longo prazo. Quando se amplia a visão e compara junho de 2026 com o mesmo mês de 2025, o setor brasiliense ainda registra um crescimento de 2,2%. Esse respiro acumulado mantém o DF em uma sequência de altas que vem desde agosto do ano passado, garantindo um avanço de 7,8% nos últimos 12 meses. A expectativa agora é entender se essa queda mensal foi apenas um ajuste temporário após o crescimento do início do ano.

O cenário indica que a queda mais recente não apagou o desempenho acumulado ao longo do ano. Em vez disso, os números mostram uma economia que começou em 2026 em ritmo forte e passou a perder velocidade nos meses mais recentes.

Tecnologia mantém ritmo, enquanto consumo sente o afastamento

Foto: Divulgação/IBGE

O desempenho do setor não ocorre de maneira uniforme. Algumas atividades continuam avançando, enquanto outras apresentam retração. O maior crescimento entre os cinco grupos pesquisados pelo IBGE veio dos serviços de informação e comunicação, com alta de 6,5% em junho na comparação com o mesmo mês de 2025. O segmento mantém desempenho de crescimento desde agosto do ano passado.

Também houve avanço de 5,4% nos serviços profissionais, administrativos e complementares. É o quarto mês consecutivo de alta nessa comparação. Já os transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio tiveram crescimento mais moderado, de 0,6%.

Na outra ponta, aparecem atividades mais ligadas ao consumo das famílias. Os serviços prestados às famílias recuaram 5,9% em um ano, segundo mês consecutivo de queda. O grupo reúne atividades como alojamento, alimentação e outros serviços direcionados ao consumidor.

Segundo o economista Fernando Santos , a pesquisa ajuda a entender por que o resultado geral do DF combina um acumulado relevante com uma queda recente. “Os segmentos ligados à informação, comunicação e serviços profissionais continuam sustentando parte da atividade, enquanto áreas mais dependentes do consumo direto das famílias perderam força”, explica.

Turismo é o principal ponto de atenção

Foto: Divulgação/IBGE

Entre os dados divulgados pelo IBGE, o turismo aparece como um dos sinais mais fortes de perda de ritmo. Em junho, o volume das atividades turísticas no DF caiu 4,7% em relação ao mês anterior. Na comparação com junho de 2025, a retração chegou a 12%.

Fernando explica que o resultado chama atenção porque o turismo envolve uma cadeia ampla de atividades, como hospedagem, alimentação, transporte, agências de viagens e entretenimento. “Uma queda no volume movimentado pelo segmento pode, portanto, repercutir em diferentes áreas da economia local”, diz o especialista.

O dado também contrasta com o cenário nacional de recuperação observado em alguns momentos do primeiro semestre. Em maio, por exemplo, o índice de atividades turísticas do DF havia registrado alta de 0,4% na comparação mensal, enquanto o resultado nacional recuou 0,4%.

T CSM
Fábio Andrade Contabilidade - Contador em Santa Maria DF
plugins premium WordPress