Uma atendente de 34 anos foi agredida com um tapa por uma cliente, 35, identificada como funcionária de um escritório da ONU, após erro em um pedido no drive-thru de uma unidade do McDonald’s na Asa Norte, em Brasília. O caso foi registrado como lesão corporal.
A agressão ocorreu no dia 1º de maio após divergência na entrega de um pedido. Segundo a Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF), a corporação foi acionada via 190 após uma cliente agredir uma funcionária de um estabelecimento comercial durante o atendimento. A mulher é funcionária do Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC, na sigla em inglês).
Discussão evoluiu para agressão. De acordo com o termo circunstanciado da Polícia Civil do Distrito Federal, houve um desentendimento relacionado à entrega do lanche, que evoluiu de discussão verbal para agressão física.
Imagens confirmaram o tapa após negativa inicial da autora. Ainda segundo a PMDF, a cliente negou a agressão em um primeiro momento, mas o ato foi confirmado após análise das câmeras de monitoramento do próprio estabelecimento.
As envolvidas foram levadas à delegacia após a ocorrência. A PMDF conduziu autora e vítima à 5ª Delegacia de Polícia, onde foi lavrado o Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO).
Caso foi registrado como lesão corporal. A Polícia Civil enquadrou a ocorrência no artigo 129 do Código Penal, que trata do crime de lesão corporal.Caso segue sob apuração da 2ª Delegacia de Polícia do Distrito Federal.
Empresa afirma que acionou autoridades e presta apoio à funcionária. Em nota, o McDonald’s informou que tomou providências no momento do ocorrido, acionou as autoridades e oferece suporte à colaboradora.
Órgão afirma que tomou medidas imediatas após o caso. Em nota pública, o Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime informou que está ciente do incidente e que adotou providências internas.
Funcionária foi colocada em licença durante apuração. Segundo o órgão, o caso foi encaminhado ao Escritório de Serviços de Supervisão Interna, responsável por investigações dentro do sistema ONU, e a funcionária envolvida foi afastada temporariamente.
Entidade diz que vai cooperar com autoridades brasileiras. O UNODC afirmou ainda que está à disposição para colaborar com as investigações conduzidas no país e reiterou que não tolera qualquer forma de violência.
O UOL procurou por e-mail o UNODC para confirmar a identidade e o cargo da funcionária colocada em licença, mas o órgão apenas reproduziu a nota pública. A reportagem não localizou a defesa da mulher. O espaço segue aberto para manifestação.