Estudantes do Sesi Canaã, em Goiânia, conquistaram o primeiro lugar em um torneio internacional de robótica realizado entre os dias 9 e 12 de julho, em Sydney, na Austrália. O grupo superou mais de 50 equipes de diversos países e conquistou os dois principais prêmios da competição.
Seis meninas e dois meninos que formavam a equipe Geek participaram do FIRST LEGO League Asia Pacific Open Championship, disputa que desafia equipes a desenvolverem soluções inovadoras para problemas reais e a demonstrarem habilidades em programação e robótica. Nesta edição, o tema propôs que os participantes se inspirassem na arqueologia, com foco na exploração das camadas do solo em busca de descobertas, ideias e aprendizados.
Como resposta ao desafio, a equipe goiana desenvolveu o Pró Bee, um borrifador à base de cera de abelha para proteger peças arqueológicas da contaminação por fungos. A solução utiliza o produto, além de extrato de cravo-da-índia e tolueno como solvente.
Além de preservar os artefatos, o produto busca reduzir a exposição de arqueólogos ao fungo do gênero Aspergillus, associado à aspergilose, doença que pode causar complicações respiratórias em pessoas expostas continuamente ao microrganismo.
Premiação
O grupo recebeu dois reconhecimentos durante a competição. O primeiro foi o Prêmio de Desempenho do Robô, concedido à equipe que apresentou a melhor atuação técnica e estratégica na etapa de desafios com o equipamento. Já o Prêmio de Campeão Geral foi a principal honraria do torneio, entregue ao time que obteve destaque em todos os critérios avaliados pela organização.
Desempenho do robô impressionou jurados
Para desenvolver o projeto, os estudantes trabalharam em parceria com pesquisadores da Universidade Federal de Goiás (UFG), do Museu Antropológico da universidade e do Instituto de Micologia e Biologia Fúngica.
Além do projeto de pesquisa, os estudantes também precisaram construir e programar um robô capaz de cumprir uma série de missões em uma mesa de desafios. O equipamento chamou a atenção dos jurados pelo desempenho nas provas práticas.
Segundo a professora Rafaella Soares, o robô executou com 100% de aproveitamento todas as missões que dependiam exclusivamente dos estudantes. Em duas rodadas, a equipe deixou de somar apenas 15 pontos porque a pontuação dependia de uma ação da equipe parceira.
Ela destaca que a conquista representa o reconhecimento de um trabalho desenvolvido ao longo de cinco anos e vai além dos resultados técnicos. “Inclusive foi mencionado pelos juízes, que nem os conheciam, que eles funcionam como uma família. A gente se tornou uma família e é uma família que conquista um prêmio juntos e faz esse prêmio valer a pena”, disse.
Segundo o Sesi, o ensino fundamental da unidade conta com a disciplina de robótica desde 2010.
A equipe desembarcou em Goiânia na manhã desta terça-feira (14) trazendo ao estado os dois principais reconhecimentos da competição.
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