Fitch eleva projeção do PIB global e vê superávit de petróleo retornar em 2027

 A Fitch Ratings elevou sua projeção para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) global em 2026 e avaliou que o mercado de petróleo deve voltar a apresentar “superávit substancial” de oferta em 2027, mesmo com a permanência de incertezas geopolíticas que ainda sustentam um prêmio de risco nos preços. As estimativas constam do Global Economic Outlook de setembro de 2026, divulgado na quinta-feira, 22, pela agência.

A Fitch revisou para cima em 0,2 ponto porcentual sua previsão para a economia mundial em 2026, para 2,6%, nível próximo da tendência de longo prazo e apenas marginalmente inferior ao de 2025. O ajuste reflete, segundo a agência, a resiliência da atividade apesar do choque nos preços de energia e, ao mesmo tempo, um ambiente de juros reais mais altos no horizonte.

Nos EUA, as projeções de crescimento para 2026 e 2027 foram aumentadas em 0,2 ponto, para 2,1%, com destaque para o consumo, que segue firme apesar da desaceleração da renda real, e para o ciclo de investimentos ligado à inteligência artificial (IA), que “não mostra sinais de perda de fôlego”. A zona do euro também surpreendeu positivamente, e a Fitch citou a recuperação da Alemanha, com PIB avançando 1% na comparação anual no segundo trimestre de 2026 após três anos de estagnação.

Na Ásia, a Coreia do Sul teve revisão expressiva com a intensificação do boom global de gastos em tecnologia, movimento que, segundo o relatório, também dá suporte a economias como México e Japão. A China, por outro lado, teve sua estimativa reduzida em 0,1 ponto, para 4,5% em 2026, diante de queda do investimento em ativos fixos e consumo fraco, ainda que as exportações permaneçam fortes.

O pano de fundo do cenário é uma guinada mais restritiva na política monetária. A Fitch afirmou que a troca no comando do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) para Kevin Warsh inaugurou um regime mais “hawkish” e passou a projetar nova alta de juros em dezembro, com a taxa chegando a 4,25% e permanecendo nesse nível em 2027. A agência também elevou sua previsão para o rendimento dos títulos do governo dos EUA a 4,8% no fim de 2026, patamar que tenderia a se manter até o fim de 2027.

No petróleo, a Fitch espera recuo dos preços no próximo ano e, em 2027, retorno a um superávit expressivo de oferta. A projeção para 2027 foi elevada para US$ 70 por barril, de US$ 65 anteriormente, refletindo a duração maior do conflito no Oriente Médio e do prêmio geopolítico. Em cenários alternativos, a agência aponta que o barril poderia ficar em torno de US$ 85, caso a tensão persista, ou cair para US$ 55, se houver recuperação rápida da oferta.

*Com informações da Dow Jones Newswires

*Conteúdo gerado com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação do Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado

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