FMI reduz previsão de crescimento global para 3% em 2026

O FMI reduziu novamente, nesta quarta-feira (8), sua previsão de crescimento para a economia mundial em 2026, já que o avanço da inteligência artificial não conseguiu compensar totalmente os efeitos da guerra no Oriente Médio.

O organismo estima que a economia global crescerá 3% este ano, abaixo dos 3,1% projetados em abril.

A América Latina permanecerá estável, com crescimento em torno de 2,4% em 2026, avançando para 2,7% no próximo ano, embora com desempenhos desiguais entre os países.

“Prevê-se que o crescimento no Brasil permaneça resiliente em 2026, embora desacelere um pouco no próximo ano”, aponta o novo relatório do Fundo Monetário Internacional, que projeta expansão de 2,4% para o país neste ano.

“No México, projeta-se que o crescimento acelere moderadamente em meio a políticas internas menos restritivas, mas a incerteza continuará limitando a atividade”, afirmaram os especialistas do Fundo, que estimam crescimento de 1,2% do PIB mexicano.

A situação na Argentina, com uma previsão de crescimento de 3,5% este ano, é de otimismo ante o bom comportamento macroeconômico, informou, durante uma coletiva de imprensa, Petya Koeva Brooks, vice-diretora do Departamento de Pesquisas do Fundo.

A Argentina iniciou um processo de desinflação e esse processo “deveria continuar gradualmente”, com uma previsão de inflação de 25% até o fim do ano, explicou.

– Oriente Médio afetado –

O FMI considera que os décimos de ponto percentual de crescimento perdidos neste ano deverão ser compensados pelos ganhos adicionais previstos para o próximo.

A maior parte das revisões concentra-se no Oriente Médio e na Ásia Central, regiões diretamente impactadas pela guerra entre Estados Unidos, Israel e Irã.

O Fundo voltou a reduzir sua projeção de crescimento para a região em 2026.

A economia do Oriente Médio deverá crescer apenas 0,7% neste ano, mas acelerará fortemente em 2027, alcançando 6,5%, quase dois pontos percentuais acima da estimativa divulgada em abril.

Entre os países mais afetados no curto prazo estão Iraque e Catar, explicou Igan. Segundo ela, ambos sofreram principalmente com “a ausência de alternativa [para a exportação de hidrocarbonetos] após o fechamento do Estreito de Ormuz”.

Ao mesmo tempo, a Arábia Saudita demonstrou resiliência e deverá encerrar o ano com crescimento de 1,7%. As perspectivas para o Irã melhoraram, mas a economia iraniana deverá continuar em recessão em 2026, com contração de 5,4%.

– O impacto da IA –

No restante do mundo, o crescimento é prejudicado pelos efeitos da crise energética, com exceção dos Estados Unidos, onde os investimentos em inteligência artificial se destacam.

“Os exportadores de energia fora da zona de conflito se beneficiam de condições comerciais favoráveis, enquanto as economias conectadas ao avanço liderado pela tecnologia registram atividade mais forte, mesmo sendo importadoras de energia”, informou o FMI.

“Por outro lado, a atividade enfraquece nos importadores de energia com participação limitada na cadeia de valor tecnológica”, acrescentou.

Os Estados Unidos mantiveram sua previsão de crescimento em 2,3%.

O FMI também revisou para cima o ritmo da inflação tanto nas economias avançadas quanto no restante do mundo.

No entanto, Deniz Igan considera que se trata “principalmente” de um fenômeno temporário.

“A inflação decorre principalmente da alta dos preços da energia e dos alimentos, e os dados já mostram que essa pressão está diminuindo”, afirmou.

Na zona do euro, a previsão de crescimento foi reduzida em 0,2 ponto percentual.

T CSM
Fábio Andrade Contabilidade - Contador em Santa Maria DF

A força-tarefa do Programa Segurança dos Alimentos, do Ministério Público do Rio

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