Homem de 49 anos morre em recepção de UPA no DF

Uma testemunha ouvida pela Globo disse que a vítima, chamada Vilmar Pereira da Silva, ficou ao menos quatro horas aguardando atendimento na recepção. Ela disse que pacientes e acompanhantes perceberam quando o homem morreu. Imagens mostram um homem negro sentado em uma cadeira de rodas com o rosto e os braços caídos.

Em nota à Folha, o Iges-DF (Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal) negou que o homem estivesse aguardando atendimento quando faleceu. De acordo com o instituto, ele estava em situação de rua e, “periodicamente, costumava usar a UPA como abrigo”.

Afirmou ainda que o homem “não passou por classificação de risco, triagem ou qualquer outro procedimento assistencial, pois não estava em atendimento”.

Questionado sobre quanto tempo as pessoas aguardam no local, o instituto disse que “o tempo de espera varia conforme a gravidade do quadro clínico, a classificação de risco atribuída e a demanda assistencial da unidade no momento da procura pelo serviço. Casos mais graves recebem atendimento prioritário”.

Segundo a PMDF (Polícia Militar do Distrito Federal), o homem foi encontrado em uma cadeira de rodas já sem sinais vitais. Inicialmente, a polícia foi chamada para “averiguar uma possível depredação de patrimônio público” na UPA, pois pessoas ali presentes ficaram revoltadas com a morte do homem.

“Ao chegar ao local, as equipes constataram que a situação decorria da insatisfação de pacientes e populares que aguardavam atendimento. A revolta motivou-se pela permanência de um homem de 49 anos, que se encontrava em uma cadeira de rodas já sem sinais vitais”, afirmou a corporação, em nota.

T CSM
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