Suspeito é o companheiro dela, Eric Cunha. Em uma versão inicial à polícia, ele teria alegado que a jovem cometeu suicídio. A Polícia Civil afirma que, após comparecer no imóvel com a Polícia Científica, passou a considerar a suspeita de que ela foi morta. O UOL não conseguiu localizar a defesa do suspeito.
Suspeito relatou à Polícia Militar que o corpo da vítima permaneceu no apartamento por pelo menos dois dias antes de ser localizado. O corpo foi encontrado por volta das 12h20 de sexta-feira, no bairro São Sebastião. A data da morte será confirmada pela perícia.
Caso é investigado como feminicídio. Em relato à PM, o homem informou que o casal teria combinado de atentar contra a própria vida na madrugada de quarta-feira (17/6). Ele teria dito que sobreviveu à tentativa e, ao perceber a morte da companheira, permaneceu no apartamento por cerca de dois dias.
Agora, o caso continuará sendo investigado pela Delegacia de Proteção à Criança, ao Adolescente, à Mulher e ao Idoso de Criciúma.
Polícia Militar chegou ao apartamento após receber informações de familiares preocupados. Segundo eles, o casal teria enviado mensagens sinalizando a intenção de atentar contra a própria vida.
Suspeito teve a prisão em flagrante convertida em preventiva no sábado (20) a pedido do Ministério Público de Santa Catarina. O pedido foi formulado pelo promotor de justiça plantonista Felipe Luz e acolhido pelo Poder Judiciário.
Há elementos que apontam para a prática do crime de feminicídio consumado, segundo o promotor.
Felipe Luz afirmou que há indícios de que a vítima tenha sido morta por asfixia, “circunstância que será aprofundada no decorrer das investigações”. Ele teria asfixiado a companheira e, posteriormente, tentado simular uma cena de suicídio para afastar sua responsabilidade pelo crime.
Promotor de Justiça também afirmou que, após o crime, o suspeito deixou o local e foi localizado apenas no município de Cocal do Sul. Para o MP-SC, “a circunstância evidencia risco de evasão e reforça a necessidade da prisão preventiva”.
Em caso de violência, denuncie
Denúncias podem ser feitas pelo telefone 180, da Central de Atendimento à Mulher, que funciona 24 horas por dia, inclusive no exterior. A ligação é gratuita.
O serviço recebe denúncias, oferece orientação especializada e encaminha vítimas para serviços de proteção e atendimento psicológico.
Também é possível entrar em contato pelo WhatsApp (61) 99656-5008.
As denúncias também podem ser feitas pelo Disque 100, canal voltado a violações de direitos humanos.
Há ainda o aplicativo Direitos Humanos Brasil e a página da Ouvidoria Nacional de Direitos Humanos (ONDH).
Caso esteja em situação de risco, a vítima pode solicitar medidas protetivas de urgência, previstas na Lei Maria da Penha.