A Vale registrou lucro líquido de R$ 9,9 bilhões no primeiro trimestre de 2026, alta de 22% em relação ao mesmo período do ano anterior. Segundo a companhia, a melhora reflete a alta de vendas em todos os segmentos de negócio e aumento nos preços dos principais produtos.
No balanço divulgado nesta terça-feira (28), a mineradora disse que a guerra no Irã elevou a complexidade “no ambiente operacional internacional”, mas completou que “não espera impactos significativos em suas operações”.
No trimestre, a produção de minério de ferro da Vale foi de 69,7 milhões de toneladas, 3% acima do mesmo período do ano anterior, reflexo de recordes de produção nas minas S11D, no Pará, e Brucutu, em Minas Gerais.
As vendas de minério de ferro aumentaram 4% na comparação trimestral, chegando a 68,7 milhões de toneladas, em linha com o maior volume de produção. O preço de venda subiu 5,5%, para US$ 95,8 (R$ 497,50) por tonelada.
A produção de cobre da companhia cresceu 13%, para 102,3 mil toneladas, com recordes nas minas de Salobo e Sossego, ambas no Pará. Já a produção de níquel subiu 12%, para 48,3 mil toneladas, com a expansão da mina de Onça Puma, também no Pará.
A receita de vendas da mineradora cresceu 3% no trimestre, em relação aos primeiros três meses de 2025, para R$ 48,7 bilhões. O Ebitda ajustado, que mede a geração de caixa, cresceu 11%, para R$ 20,1 bilhões.
“Entregamos um início sólido em 2026, refletindo nossa execução disciplinada, excelência operacional e o contínuo desenvolvimento de projetos estratégicos em todo o nosso portfólio”, afirmou, no balanço divulgado nesta terça, o presidente da Vale, Gustavo Pimenta.
O fluxo de caixa livre recorrente da companhia subiu 61%, para US$ 813 milhões. A dívida cresceu para US$ 17,8 bilhões, com o pagamento de remuneração aos acionistas referente ao desempenho de 2025. Ainda assim, manteve-se abaixo do teto de US$ 20 bilhões.
“Esses resultados reforçam nossa confiança no ano que temos pela frente e nosso compromisso de gerar retornos sustentáveis de longo prazo para nossos acionistas”, completou Pimenta.
No primeiro trimestre, a mineradora teve algumas operações em Minas Gerais suspensas depois que fortes chuvas provocaram o vazamento de água e sedimentos de uma cava, provocando uma enchente de lama que alcançou a área de escritórios da CSN (Companhia Siderúrgica Nacional).
A companhia disse em nota na época que houve um “extravasamento de água com sedimentos de uma cava da mina de Fábrica, em Ouro Preto”, que atingiu áreas da companhia, mas sem impactos sobre pessoas ou comunidades da região.
No dia seguinte, estruturas de armazenamento de água de outra mina transbordaram após receberem sedimentos do vazamento inicial. Pelos dois incidentes, o governo estadual multou a mineradora em R$ 3,3 milhões.